Ex-ministros de Lula fracassam nas urnas em Minas

Miranda, Costa e Patrus foram derrotadas nas eleições de 3 de outubro e ficam sem mandato a partir de 2011

Eduardo Ferrari, iG Minas Gerais |

Quando o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa (PMDB) disputava a cabeça de chapa para a disputa ao governo de Minas com o ex-prefeito Fernando Pimentel (PT), o ex-ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias (PT) publicou em seu twitter (@Patrus_Ananias), ainda no mês de junho, que sua "primeira opção é não disputar nenhum mandato este ano".

Embora favorito nas pesquisas de intenção de votos, talvez o petista pressentisse o que as urnas reservavam para a chapa. Costa dominou todas as pesquisas até o mês de setembro, quando viu o governador Antônio Anastasia (PSDB) superá-lo e em 3 de outubro ser reeleito em primeiro turno com quase três milhões de votos a mais do que ele. O tucano teve 63% dos votos válidos contra 34% de Costa e Patrus – foram 6,3 milhões de votos válidos contra 3,5 milhões da coligação PMDB/PT.


A derrota de Hélio Costa foi a mais marcante de sua carreira, mas não foi uma novidade. O senador, que encerra seu período no Senado Federal em dezembro, já fora derrotado outras duas vezes na disputa ao governo de Minas - em 1994 contra Hélio Garcia (PP) e em 1998 para Eduardo Azeredo (PSDB). Patrus amargou sua primeira derrota desde que se tornou vereador de Belo Horizonte em 1988. Depois foi prefeito da cidade em 1993, deputado federal em 2002 com mais de 520 mil votos, a maior votação do estado nesta eleição, correspondendo a 5,4% dos votos válidos daquela eleição.

Enquanto isso, o também ex-prefeito Fernando Pimentel, preterido na formação da chapa ao governo de Minas, disputou uma vaga no Senado Federal. E embora tenha tido mais de um milhão de votos que Costa e Patrus – cerca de 4,5 milhões de votos válidos –, foi derrotado pela coligação tucana, que reuniu Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS), e também ficou sem mandato para a próxima legislatura.

Mesmo o ex-ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos Nilmário Miranda (PT), candidato a deputado federal, que parecia ter a “vida mais fácil de todos eles", pois disputava um cargo que não precisaria maioria de votos, também não conseguiu se eleger. Miranda teve apenas 70 mil votos, ficando na segunda suplência. Para ser eleito, precisaria de mais de 100 mil votos.

Nilmário comentou a derrota em seu blog (www.blogdonilmario.com.br) afirmando que “as previsões" do PT mineiro eram de eleger 9 a 11 federais e só 8 foram eleitos. Menos que em 2006, quando fez 9. “Em vez de onda vermelha, tivemos uma onda verde em BH: Marina venceu na capital, Dilma ficou em 2º lugar e Serra foi para 3º lugar”, escreveu o petista.

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