TRE comemora menor número de urnas com problemas em SP
05/10 - 18:19
Samanta Dias, repórter do Último Segundo
O desembargador Marcos César Muller Valente, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), comentou nesta tarde, em coletiva de imprensa, como foi o dia de votação no Estado. O juiz lamentou o fato de, segundo jornalistas, eleitores cadeirantes terem encontrado dificuldades para votar.
“Desconheço os casos, mas se ocorreram, não podem se repetir. A cada eleição nós temos mais empenho em facilitar o voto dos deficientes”, disse o desembargador.
Sobre a apuração dos votos, Valente preferiu não fazer previsões. Mas disse que o cenário traçado indica que a nova composição da Câmara Municipal e os candidatos a prefeito da capital, que disputarão o segundo turno, podem ser conhecidos até meia-noite.
Para o desembargador, a diminuição na quantidade de urnas quebradas em relação à última eleição demonstra a melhoria do sistema de votação brasileiro. “A substituição de urnas atingiu 0,3% na capital. Na eleição anterior, o índice foi de 2,1%. Isso demonstra a melhora da qualidade das urnas eletrônicas.” Marcos Valente ainda avaliou que as eleições em São Paulo ocorreram “num clima de ampla tranquilidade”, com poucas ocorrências.
“Por ora, não temos notícia de nada grave”, afirmou durante a coletiva. Sobre os casos de boca-de-urna, o desembargador declarou que “foram poucos”. “Sempre há [casos de boca-de-urna], não tem como evitar. E a polícia agiu como deveria agir.”
Ao todo foram substituídas 61 urnas eletrônicas na capital e 635 no interior. Sete zonas eleitorais tiveram votação manual (todas no interior): zona 140, em Itatuí; 142, em Tietê; 262, em Santo André; 281, em Jundiaí; 283, em São Bernardo; 385, em Araraquara; e 407, em Taubaté.
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