Em Aracaju, Edvaldo volta a ser o alvo em debate na TV

03/10 - 10:51

Agência Nordeste

ARACAJU - O último debate entre os cinco candidatos a prefeito de Aracaju terminou apenas nos primeiros minutos desta sexta-feira. O palco foi a TV Sergipe, onde, com a mediação do jornalista Ricardo Marques, os candidatos Almeida Lima (PMDB), Anderson Góis (PCB), Edvaldo Nogueira (PCdoB), Mendonça Prado (DEM) e Vera Lúcia (PSTU) tiveram a última oportunidade de persuadir o eleitor e tentar ganhar seu voto para o próximo domingo, dia 5.

 

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A exemplo do que já havia acontecido no debate realizado pela TV Cidade, além de repetir as promessas feitas no horário eleitoral, o alvo preferido dos adversários foi o prefeito Edvaldo Nogueira – que desta vez não ficou na defensiva, falando apenas do seu trabalho à frente da Prefeitura de Aracaju, segundo informa o "Jornal da Cidade".

Os candidatos Mendonça Prado e Almeida Lima teceram duras críticas ao trabalho desempenhado pelo prefeito Edvaldo Nogueira, e ainda colocaram em xeque a ética da sua gestão, ao mencionar a denúncia de “capinação em paralelepípedo”, o relatório elaborado pela Controladoria Geral da União (CGU) que fala em R$ 171 milhões referentes a obras suspeitas de alguma irregularidade e a “micareta picareta”. “O governo tem que explicar porque o Banese liberou R$ 10 milhões para a Setransp. É um fato vergonhoso”, disse Mendonça Prado.

O prefeito Edvaldo Nogueira, por sua vez, questionou o apoio dado pelo senador Almeida Lima ao também senador Renan Calheiros (PMDB/AL); disse que Almeida Lima deixou uma dívida de R$ 160 milhões, quando saiu da prefeitura e voltou a mencionar a Operação Navalha da Polícia Federal.

“De corrupção quem entende é o PT de Zé Dirceu”, devolveu Almeida. Já o deputado federal Mendonça Prado assegurou que Edvaldo almoçava com o ex-conselheiro Flávio Conceição, que chegou a ser preso na mesma operação da Polícia Federal. Mendonça assegurou também que o governo Déda pagou R$ 600 mil à Gautama, empresa do empresário Zuleiro Veras, tido como o cabeça das transações ilícitas desvendadas pela PF. “Vocês têm maioria na Assembleia porque não fizeram a CPI da Deso”, provocou Mendonça a Edvaldo, insinuando haver ligações entre a construção do viaduto do DIA e Flávio Conceição.

Acusado por Mendonça Prado de ter perdido R$ 7 milhões de uma emenda do ex-deputado federal João Fontes (PPS), para a construção de uma ponte, Edvaldo Nogueira explicou que o dinheiro está nos cofres da prefeitura e assegurou que a obra não foi construída porque estava orçada em R$ 14 milhões. O prefeito ainda prometeu realizar a obra com mais amplitude, algo que subirá o valor para mais de R$ 35 milhões. “Não perdemos o dinheiro. Graças a Deus, não há navalha nos cofres da prefeitura”, garantiu Edvaldo.

O candidato à reeleição pediu direito de resposta quando o candidato Anderson Góis disse que ele passou 12 anos na universidade “tomando a vaga de um outro aluno e ainda assim não se formou”. Edvaldo, por sua vez, disse que se trata de uma inverdade. “Mentira tem pernas curtas”, lembrou, confiando que vencerá a eleição no próximo domingo.

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