Acusações marcam debate entre Amin e Berger em Florianópolis

25/10 - 09:26

Agência Brasil

FLORIANÓPOLIS - O debate entre os dois candidatos à Prefeitura de Florianópolis foi marcado no primeiro bloco por acusações recíprocas de campanha suja e irregularidades na vida pública entre o prefeito e candidato à reeleição Dário Berger (PMDB) e o oposicionista Esperidião Amin (PP). As acusações começaram quando Amin disse que a campanha no horário eleitoral gratuito só vai terminar neste sábado (25) porque ganhou no TSE direito de resposta de mais de 4 minutos contra acusações feitas pelo adversário.

 

Os blocos iniciais do programa seguiram nesse clima com apenas alguns momentos em que os candidatos falaram de suas propostas para a capital catarinense.

Dário Berger cobrou de Amin uma resposta sobre as três aposentadorias que recebe dos cofres públicos: como professor, ex-senador e ex-governador, num total de R$ 600 mil anuais ou R$ 50 mil mensais. "Ele tem uma estatal em casa", acusou o prefeito.

Amin se defendeu afirmando que não apenas ele, mas o governador Luiz Henrique e o ex-senador Jorge Bornhausen, que apóiam Berger, recebem aposentadorias "limitadas a R$ 28 mil para não se venderem".

Ele denunciou o prefeito de manter contrato suspeito entre o governo do estado e a empresa de segurança de sua família, a Casvig.

A resposta de Berger foi de que a Casvig presta serviços ao estado há 30 anos, inclusive quando Amin foi governador, e ele na ocasião não viu qualquer irregularidade.

A troca de acusações prosseguiu com Amin lembrando que Dário Berger já foi um dos seus maiores aliados na política catarinense e hoje o acusa de falcatruas.

Dário admitiu que realmente já apoiou Amin, mas disse que isso ocorreu porque "não conhecia os seus métodos fascistas”.

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