Fogaça quer recompor sua base para bater PT em Porto Alegre
05/10 - 23:33

Reuters
Por Sinara Sandri PORTO ALEGRE (Reuters) - No discurso como vencedor do primeiro turno das eleições deste domingo, o prefeito José Fogaça (PMDB) deu o sinal para a recomposição de sua base de apoio, estratégia que pode garantir os votos necessários para derrotar a petista Maria do Rosário (PT) na segunda etapa da briga pela prefeitura da capital gaúcha.
A disputa repete o segundo turno das eleições municipais de 2004, quando José Fogaça enfrentou e derrotou a chapa do PT que tinha Raul Pont (PT) como candidato a prefeito e a própria Maria do Rosário como vice.
"Este projeto vitorioso tem propostas de partidos que não estão na nossa coligação, mas integram nosso governo", disse Fogaça.
O alvo do discurso são partidos como o PPS e o PSDB que, apesar de disputarem as eleições em outras coligações, mantiveram secretários na atual gestão.
Antes de migrar para o PMDB, Fogaça foi eleito pelo PPS, partido que teria contribuído com idéias que estariam "umbilicalmente ligadas" ao atual governo. Para a eleição deste domingo, o PPS preferiu indicar o vice de Manuela dÁvila (PCdoB), chapa que ficou em terceiro lugar.
Fogaça obteve 346 mil votos (43,85 por cento dos votos válidos) e considerou seu desempenho neste domingo como uma "votação esmagadora".
A votação supera os 229 mil votos obtidos no primeiro turno das eleições municipais de 2004, mas fica aquém dos 431 mil votos que lhe deram a vitória na segunda rodada.
PT SEGUE NA DISPUTA
Após uma guerra de nervos, com uma sucessão de empates técnicos registrados nas pesquisas de intenção de voto, Maria do Rosário ganhou a briga contra Manuela D'Ávila pela vaga no segundo turno. Rosário obteve 22,7 por cento dos votos, enquanto a comunista chegou a 15,4 por cento.
"Foi batalha duríssima, mas que acabou por nos revigorar", disse Rosário.
A busca por aliados para o segundo turno deve começar pelos partidos que compõe a base do governo Lula, considerados como "preferenciais" pela candidata. Rosário confirmou que deve procurar o PCdoB e o PSB, mas a conversa pode ser dificultada pela recusa manifestada publicamente por Rosário em uma aliança que inclua o PPS.
A estratégia de aproximação pode incluir até partidos da oposição, como o DEM de Onyx Lorenzoni, a partir da incorporação de propostas para o sistema de transporte coletivo, feitas durante a campanha.
(Edição de Alexandre Caverni)
"Este projeto vitorioso tem propostas de partidos que não estão na nossa coligação, mas integram nosso governo", disse Fogaça.
O alvo do discurso são partidos como o PPS e o PSDB que, apesar de disputarem as eleições em outras coligações, mantiveram secretários na atual gestão.
Antes de migrar para o PMDB, Fogaça foi eleito pelo PPS, partido que teria contribuído com idéias que estariam "umbilicalmente ligadas" ao atual governo. Para a eleição deste domingo, o PPS preferiu indicar o vice de Manuela dÁvila (PCdoB), chapa que ficou em terceiro lugar.
Fogaça obteve 346 mil votos (43,85 por cento dos votos válidos) e considerou seu desempenho neste domingo como uma "votação esmagadora".
A votação supera os 229 mil votos obtidos no primeiro turno das eleições municipais de 2004, mas fica aquém dos 431 mil votos que lhe deram a vitória na segunda rodada.
PT SEGUE NA DISPUTA
Após uma guerra de nervos, com uma sucessão de empates técnicos registrados nas pesquisas de intenção de voto, Maria do Rosário ganhou a briga contra Manuela D'Ávila pela vaga no segundo turno. Rosário obteve 22,7 por cento dos votos, enquanto a comunista chegou a 15,4 por cento.
"Foi batalha duríssima, mas que acabou por nos revigorar", disse Rosário.
A busca por aliados para o segundo turno deve começar pelos partidos que compõe a base do governo Lula, considerados como "preferenciais" pela candidata. Rosário confirmou que deve procurar o PCdoB e o PSB, mas a conversa pode ser dificultada pela recusa manifestada publicamente por Rosário em uma aliança que inclua o PPS.
A estratégia de aproximação pode incluir até partidos da oposição, como o DEM de Onyx Lorenzoni, a partir da incorporação de propostas para o sistema de transporte coletivo, feitas durante a campanha.
(Edição de Alexandre Caverni)
