Tucanos pressionam Beto Richa a disputar governo em 2010

24/09 - 08:10

Fernando Mendonça, Especial para o iG

“Não avalio a possibilidade de disputar (em 2010) o Governo do Estado (do Paraná). Vou cumprir o mandato (de prefeito) de quatro anos (2009-2012).” A frase é do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), candidato à reeleição com 72% das intenções de voto, índice que, mantido o atual andar da carruagem, lhe dará a vitória já no primeiro turno e mais quatro anos para comandar o Palácio 29 de Março, sede da Prefeitura de Curitiba.

 

Eleições 2008


Acordo Ortográfico Não é, porém, o que pretendem alguns tucanos de expressão nacional. Um movimento recente no ninho de Brasília tem espalhado a notícia de que Beto Richa é um nome quase insuperável para suceder o atual governador, Roberto Requião (PMDB). Em 2010, Requião terá completado oito anos de governo marcados por “picuinhas” com adversários e, até mesmo, com aliados. E não somente na esfera política.

Pela avaliação do tucanato nacional, Beto Richa tem o que muitos paranaenses querem de um governante: jovialidade, tolerância e modernidade, predicados ausentes nas atuais figuras que até o momento têm se apresentado para emparelharem entre si, em 2010, na linha de largada à corrida para o Palácio Iguaçu, sede do Governo do Paraná (localizado do outro lado da praça onde está a Prefeitura).

Além disso, Beto tem o sobrenome Richa, herdado do pai, José Richa, integrante da primeira tropa de elite do PSDB quando o partido foi fundado, em 1988. José Richa está nas fotos ao lado de Fernando Henrique Cardoso, Franco Montoro e Mario Covas, os chamados “tucanos históricos”. É, portanto, jovem, mas já tem tradição. Esta seria a combinação ideal, acreditam líderes nacionais do partido, ainda que em desacordo com alguns tucanos estaduais de plumagem mais antiga e escassa.

Os mais otimistas têm procurado colocar Beto em degraus ainda mais altos da política nacional. Para eles, o prefeito de Curitiba apresenta condições de “pular” o Governo do Paraná e, em 2010, sair logo como candidato a vice-presidente da República, voando rumo ao Palácio do Planalto em dobradinha com José Serra, Aécio Neves, Geraldo Alckmin ou outro tucano qualquer.

Ao contrário de tucanos de longe e do próprio ninho (que vislumbram uma decolagem coletiva), Beto Richa busca manter uma prudente serenidade. “Tenho baixo índice de rejeição, e isso vem chamando a atenção do Brasil. Faço política para servir, não tenho ânsias de cargos”, afirmou ele, recentemente, ao jornal “Gazeta do Povo”. “Na política as coisas têm que acontecer de forma natural. Estou pensando nas eleições de agora”, garante Richa.  

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