Falsa promessa de candidato causa tumulto em cidade do Ceará

09/10 - 09:29

Agência Nordeste

RECIFE - A cidade de Goiana (a 65 quilômetros de Recife) vive momentos de tensão política, mesmo após a eleição do último domingo, que deu ao atual prefeito, Henrique Fenelon (PCdoB), o direito de permanecer mais quatro anos no cargo. Acusações  e denúncias em relação à compra de votos, entre outras questões ligadas a um suposto crime eleitoral, fizeram mais de 200 pessoas lotarem a delegacia do município, criando um tumulto suficiente para que a Polícia Militar fosse chamada para o local.

A reclamação diz respeito a um ex-policial, Josenildo Dias, que foi acusado de oferecer emprego em troca de votos para os então candidatos Fenelon e Cristiana Dias (PRP). A última, por sinal, irmã de Josenildo e candidata a vereadora pela primeira vez.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Delegacia, uma suposta empresa chamada Eco Engenharia afixou um aviso de emprego para trabalhar na duplicação da BR-101. Seriam aproximadamente 400 vagas. Através de uma entrevista individual, Josenildo avaliava a documentação apresentada pelos interessados e, depois, pedia votos para os postulantes. O emprego servia como “moeda de troca”. Isso teria ocorrido em meados de agosto. O delegado Salustiano Albuquerque disse que, nos próximos dias, ainda irá colher depoimentos dos envolvidos.

“Teve gente que largou até o trabalho porque não tinha carteira assinada. Agora, está todo mundo desempregado por causa dele”, queixou-se o eletricista Izael da Silva. “Ele pedia todos os documentos. Depois, prometeu bota, camisa, tudo. Agora, entregava os santinhos e pedia os votos. No dia 6 deste mês a gente iria assinar o contrato. Quando chegamos na firma, as portas estavam fechadas”, revelou Luciano Ferreira, outra vítima do suposto golpe. A coligação O melhor para Goiana, encabeçada pelo então candidato Edval Soares (PSDB), enviou o advogado Clayton Figueiredo para acompanhar as diligências.

No domingo da eleição em Goiana, foi preso o eleitor Silvio Ricardo Sales da Silva. Ele é acusado de falsidade ideológica por ter usado um título eleitoral que não era seu para votar. Ele chegou a ser liberado ontem, mas seu caso já está sendo apurado pelo delegado. “Ele falou que tinha achado o título no chão e só foi entregar. Porém, os mesários e fiscais falaram que ele votou”, disse Salustiano.

informações são do jornal "Folha de Pernambuco".

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