PCdoB define apoio a Quintão no segundo turno em BH
13/10 - 18:59

Reuters
BELO HORIZONTE - A direção do PCdoB decidiu nesta segunda-feira apoiar o candidato Leonardo Quintão (PMDB) no segundo turno das eleições na capital. A decisão foi anunciada na sede do PMDB e comitê de Quintão pela presidente do partido comunista em Minas Gerais, a deputada federal Jô Moraes, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno com 8,82% dos votos válidos.
Jô disse que a decisão de apoiar o PMDB, tomada em conjunto pelas instâncias nacional e municipal do PCdoB, ocorreu pelas "circunstâncias políticas em que se construiu" a candidatura de Marcio Lacerda (PSB). Ela se referia à aliança entre o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), em torno da candidatura de Lacerda
Segundo a deputada, a direção nacional do PSB e do PCdoB conversaram sobre uma possível neutralidade no segundo turno, mas o partido comunista não concordou.
"Houve um apelo da direção nacional do PSB pela neutralidade. O PSB é um aliado importante no Rio, em São Paulo e Porto Alegre. Mas aqui, nas circunstâncias de Belo Horizonte, não era possível esse indicativo", afirmou.
Segundo Jô, o PSB também não negociou com o PCdoB antes de lançar a candidatura de Lacerda em uma aliança, segundo ela, feita "fora dos marcos do campo da esquerda."
"Minha candidatura foi lançada antes e não houve articulação. (A de Lacerda) foi uma articulação com forças que integram o campo de oposição ao presidente Lula", ressaltou.
Jô lembrou ainda a época da redemocratização do país, quando o PCdoB estava na ilegalidade, para justificar o apoio. "Estivemos juntos no MDB", declarou.
Em nota, a direção do PCdoB afirma que definiu o apoio à Quintão devido a "compromissos programáticos firmados pela candidatura do PMDB, vinculados ao direito do povo e à gestão democrática". Na prática, o candidato se comprometeu a manter programas da prefeitura como o Orçamento Participativo.
"Não é uma exigência. Na democracia, a gente dialoga com as pessoas e com os partidos políticos", avaliou Quintão.
Além do PCdoB, integrantes do PT mineiro que se recusaram a apoiar a candidatura de Lacerda no primeiro turno também declararam apoio ao peemedebista.
(Reportagem de Marcelo Portela)
| AE |
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| Jô Moraes e Quintão |
"Houve um apelo da direção nacional do PSB pela neutralidade. O PSB é um aliado importante no Rio, em São Paulo e Porto Alegre. Mas aqui, nas circunstâncias de Belo Horizonte, não era possível esse indicativo", afirmou.
Segundo Jô, o PSB também não negociou com o PCdoB antes de lançar a candidatura de Lacerda em uma aliança, segundo ela, feita "fora dos marcos do campo da esquerda."
"Minha candidatura foi lançada antes e não houve articulação. (A de Lacerda) foi uma articulação com forças que integram o campo de oposição ao presidente Lula", ressaltou.
Jô lembrou ainda a época da redemocratização do país, quando o PCdoB estava na ilegalidade, para justificar o apoio. "Estivemos juntos no MDB", declarou.
Em nota, a direção do PCdoB afirma que definiu o apoio à Quintão devido a "compromissos programáticos firmados pela candidatura do PMDB, vinculados ao direito do povo e à gestão democrática". Na prática, o candidato se comprometeu a manter programas da prefeitura como o Orçamento Participativo.
"Não é uma exigência. Na democracia, a gente dialoga com as pessoas e com os partidos políticos", avaliou Quintão.
Além do PCdoB, integrantes do PT mineiro que se recusaram a apoiar a candidatura de Lacerda no primeiro turno também declararam apoio ao peemedebista.
(Reportagem de Marcelo Portela)
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