Quintão busca apoio de dissidentes do PT em Belo Horizonte
07/10 - 21:23

Reuters
BELO HORIZONTE - O candidato à prefeitura da capital mineira Leonardo Quintão (PMDB) se reuniu na noite desta terça-feira com Rogério Correia, integrante da direção nacional do PT, para discutir um possível apoio à sua candidatura.
Correia é um dos líderes do grupo de petistas mineiros que se posicionou contra a aliança entre o prefeito da capital, Fernando Pimentel (PT), e o governador Aécio Neves (PSDB) em torno da candidatura de Márcio Lacerda (PSB). Durante o primeiro turno, os dissidentes apoiaram Jô Moraes (PCdoB), candidata que mais teve atritos com Lacerda durante a campanha.
O petista ressaltou, no entanto, que apesar da reunião amigável com Quintão, o apoio à sua candidatura ainda não foi acertado e depende, inclusive, da posição da própria Jô Moraes. A comunista aguarda decisão da direção nacional do PCdoB, que se reúne na quinta-feira. Correia também quer saber como se posicionará o vice-presidente José Alencar, cujo partido (PRB) integrou coligação com o PCdoB.
"Conversei com o Quintão sobre compromissos programáticos e para saber quais são suas propostas em relação aos servidores", disse o petista em entrevista à Reuters. Ele disse que durante o encontro em nenhum momento foi discutida a composição de governo em caso de eventual vitória de Quintão.
Correia afirmou que ainda esta semana deve ocorrer outra reunião com Quintão, desta vez com a participação de outros petistas que discordam da aliança com os tucanos na cidade. O dia não foi marcado, mas o encontro deve ocorrer após a decisão do PCdoB.
Pecado original
Além de Quintão, Correia também se reuniu, no início da tarde, com o deputado federal Virgílio Guimarães (PT-MG), que assumiu nesta terça-feira a coordenação geral da campanha de Lacerda.
"Ele me convidou para um encontro e é meu amigo pessoal, mas dificilmente apoiaremos o Lacerda, que só conheço de vista", disse. "Permanece o pecado original, que é a aliança de interesses pessoais de integrantes do PT e do PSDB", completou, sem citar nomes, mas em clara referência a Aécio Neves e Fernando Pimentel.
"Foi essa panelinha que nos fez insurgir contra a candidatura. Como posso falar com companheiras como a Marília Campos, em Contagem, ou com a Marta Suplicy, em São Paulo, que estamos com o PSDB em Belo Horizonte?"
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