Collor se afasta por 90 dias do Senado para se dedicar à candidatura do filho

26/08 - 07:49

Agência Nordeste

BRASÍLIA - O senador Fernando Collor de Melo vai sair da cena política de Brasília por 90 dias. A partir do dia 5 de setembro, o ex-presidente vai tentar dar fôlego a campanha eleitoral do filho Fernando James (PTB), que disputa a prefeitura do município de Rio Largo, vizinha a Maceió.

James, que é vereador, disputa o segundo lugar com a candidata Doutora Eliza (PSC) – ele com 17,6% das intenções de votos e ela com 17,8%. Ao longo da trajetória política, James tem tentado colar sua imagem a do pai. James é fruto de um romance do ex-presidente com Jucineide Brás da Silva, uma mulher que ele conheceu numa festa em 1980. Na época, ele era casado com a socialite carioca Lilibeth Monteiro de Carvalho. Em 1998, Collor reconheceu a paternidade de James, quando o rapaz tinha 18 anos. Ele negava a paternidade desde 1990.

Assume a vaga de Collor, Ada Mello (PTB), sua segunda suplente. Prima do senador e considerada seu braço direito, Ada não tem história política e nunca foi candidata. A aliados, Collor argumenta que a agenda do Senado não deve avançar neste segundo semestre em temas que elegeu como prioritários como reforma política e o meio ambiente.

Desde que tomou posse no Senado – que foi palco do impeachment sofrido em 1992 na época em que era presidente do Brasil -, Collor se mantém discreto. Avesso à entrevista, o ex-presidente circula pouco pelos corredores da Casa e evita os holofotes no plenário. Até agora, só chamou atenção ao apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a adoção do parlamentarismo no país, sem consulta popular. A matéria, no entanto, não empolgou seus pares. Esta é a segunda licença que o ex-presidente solicita ao Senado.

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