Haddad pede para ser avisado antes de SP receber imigrantes

Por Agência Brasil - | - Atualizada às

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Petista reclama de não ter sido informado sobre iminente chegada de 1 mil hatianos à cidade nos próximos dias

Agência Brasil

Haitianos na escadaria da igreja Nossa Senhora de Fátima, em São Paulo
Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo
Haitianos na escadaria da igreja Nossa Senhora de Fátima, em São Paulo

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), pediu hoje (19) que a cidade seja avisada com antecedência antes que grandes contingentes de imigrantes sejam enviados ao município. De acordo com Haddad, a capital paulista acolhe bem imigrantes, mas precisa de um aviso prévio para poder se planejar.

De acordo com o padre Paolo Parisi, da Paróquia Nossa Senhora da Paz, que abriga imigrantes e refugiados, mais de 40 haitianos chegaram a São Paulo de domingo (17) para segunda-feira (18) vindos do Acre, e mais 40 na última noite. Segundo matéria do jornal Folha de S.Paulo, cerca de mil imigrantes haitianos devem chegar à capital nos próximos dias vindos do Acre.

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“São Paulo recebe bem seus imigrantes. A única coisa [que pedimos] é uma pequena antecedência para planejar e para conforto dos próprios imigrantes, para que eles não fiquem desassistidos. Imigrantes fizeram São Paulo. Temos de respeitar essas pessoas, acolhê-las. Mas para fazer isso bem feito, uma pequena antecedência nos ajuda a planejar a ação com mais efetividade”, disse Haddad.

Haitanos são encontrados em situação de escravidão; veja fotos

Haitianos encontrados em situação análoga à escravidão no último dia 5 de agosto, em oficina no Brás, zona leste de São Paulo. Foto: Ministério do Trabalho/DivulgaçãoBotijões de gás em dormitórios e fios expostos expunham trabalhadores ao risco. Foto: Ministério do Trabalho/DivulgaçãoQuartos sujos, com mofo, ventilação insuficiente e restos de comida faziam parte do cenário. Foto: Ministério do Trabalho/DivulgaçãoFiação exposta em oficina no Brás, terceirizada à empresa As Marias. Foto: Ministério do Trabalho/DivulgaçãoNão havia comida na geladeira: ela era escondida pela gerente da oficina no sofá. Foto: Ministério do Trabalho/DivulgaçãoExtintores de incêndio vencidos em meio à fiação elétrica totalmente exposta. Foto: Ministério do Trabalho/DivulgaçãoTrabalhavam em situação precária no local 14 pessoas. Foto: Ministério do Trabalho/DivulgaçãoEram 12 haitianos e um casal de bolivianos - que vivia com o filho no local. Foto: Ministério do Trabalho/DivulgaçãoEscrita em créole, língua falada pela população haitiana, folha de papel expõe obrigações dos funcionários. Foto: Ministério do Trabalho/DivulgaçãoGeladeira que guardava alimentos dos trabalhadores: vazia. Foto: Ministério do Trabalho/DivulgaçãoFiação exposta na oficina no Brás. Foto: Ministério do Trabalho/DivulgaçãoTrabalhadores conversam com auditores do Ministério do Trabalho, em fotos divulgadas nesta sexta-feira (22). Foto: Ministério do Trabalho/DivulgaçãoDormitório dos trabalhadores: condições insalubres. Foto: Ministério do Trabalho/DivulgaçãoQuadro de energia com fiação exposta na oficina no Brás. Foto: Ministério do Trabalho/DivulgaçãoFolha com instruções de trabalho enquanto haitiana costura na oficina, que não pagou salário a nenhum empregado ao longo de dois meses. Foto: Ministério do Trabalho/DivulgaçãoBanheiro dos trabalhadores. Foto: Ministério do Trabalho/Divulgação


De acordo com o padre Parisi, atualmente cerca de 240 pessoas estão abrigadas na paróquia, sendo 110 na Casa do Migrante e 130 no salão da igreja. De abril do ano passado até dezembro, mais de 4 mil haitianos chegaram à capital paulista.

“A prefeitura de São Paulo foi surpreendida com a notícia veiculada na imprensa sobre a iminente chegada de cerca de mil imigrantes haitianos à capital. Sem notificação e prazo para planejamento e mobilização, nem por parte do governo do Acre nem por parte do Governo Federal, nossa cidade terá dificuldades para receber em sua rede assistencial essa quantidade de pessoas”, informou em nota a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da capital paulista.

A reportagem entrou em contato com o governo do Acre e com o Ministério da Justiça. Até o momento, não recebeu resposta.


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