Sistema Cantareira chegou nesta quarta-feira (21) a 5,5%; Sistema Alto do Tietê a 10% e Sistema Guarapiranga a 38,2%

Com a iminente possibilidade de o Sistema Cantareira secar e deixar o estado de São Paulo em situação desesperadora, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE), fixaram em 22,9 milhões de metros cúbicos por segundo (m3/s)  o limite que a Sabesp poderá retirar do sistema hídrico em janeiro. A medida pretende preservar 47,6 milhões de m³ neste mês. Em ofício, a ANA reforçou a necessidade de a empresa paulista criar um plano de curto e médio prazo em caráter emergencial.

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Sistema Cantareira chegou nesta quarta-feira (21) a 5,5%; Sistema Alto do Tietê a 10%
Sabesp/Divulgação
Sistema Cantareira chegou nesta quarta-feira (21) a 5,5%; Sistema Alto do Tietê a 10%

O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, declarou que o sistema Cantareira, no pior cenário, pode secar já em março. A principal medida adotada pela empresa, segundo o presidente, é a redução da vazão da água captada, de 33 m3/s para 17 m3/s. A medida é aplicada, principalmente, para diminuir perdas nos canos e na distribuição, que em 2013 representaram mais de 30% do total do recurso distribuído.

A redução na pressão é o que tem feito bairros em regiões mais altas da cidade a ficarem com grande frequência sem água nas torneiras nos últimos meses.

Devido à crise hídrica, a Sabesp tem, desde fevereiro, estimulado o baixo consumo por meio de bônus dados a clientes que economizarem água nas regiões metropolitanas de São Paulo e de Campinas.

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Além disso, desde a semana passada o governo também passou a punir os gastões. Neste caso, aplicando a chamada “tarifa de contingência”, uma multa que eleva o valor da conta em 40% a 100% para quem superar os gastos do mês anterior.


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