Guerra pede mais engajamento dos tucanos em SC

À vontade em ninho do partido, presidente nacional do PSDB bateu forte em Lula e Dilma em inauguração de diretório Pró-Serra

Emerson Gasperin, iG Santa Catarina | 25/08/2010 13:40

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O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, desembarcou na tarde desta terça-feira, 24, em Florianópolis com a missão de fortalecer a campanha de José Serra à Presidência em Santa Catarina. Enquanto o candidato ao governo do Estado apoiado pelo partido – Raimundo Colombo (DEM) – cresce nas pesquisas, o tucano vem perdendo espaço nas intenções de voto dos catarinenses.

A agenda do dirigente incluiu uma conversa reservada com Colombo e o ex-senador Jorge Bornhausen (DEM) e, mais tarde, com o governador Leonel Pavan, seu colega de legenda. E foi com Pavan que, à noite, Guerra chegou à inauguração do diretório pró-Serra na capital, acompanhado pelo ex-secretário de Comunicação do Estado, Derly Anunciação.

Em sua primeira aparição oficial como integrante do estafe de Colombo desconversou sobre o seu papel: “É botar a campanha na rua”. Segundo o PSDB, serão 23 núcleos de apoio exclusivo ao ex-governador paulista, mais 18 comitês das candidaturas da aliança DEM-PMDB-PSDB (também pró-Serra).

Em sua mensagem aos militantes, Pavan lembrou que 93% dos eleitores não são filiados a nenhum partido. “A grande maioria está na expectativa do que podemos apresentar”, começou. “Parece que estamos envergonhados do que construímos nesse país. Temos que mostrar quem é Dilma e quem é Serra”, receitou.

"Uma onda, não uma tendência”
À vontade em ninho tucano, Guerra bateu forte em Lula e na candidata do PT. “Dilma subiu nas pesquisas, mas seus candidatos nos Estados caíram. Então é uma onda, não uma tendência”, observou. Para o presidente do PSDB, são dois os fatores que vão permitir a virada de Serra: “Um discurso mais claro, marcando a diferença entre nós e eles; e engajamento na na campanha”.

Guerra acredita que seu partido vá eleger “oito governadores e pelo menos 15 senadores. Disse ainda que “Lula é um episódio que não vai acontecer de novo no Brasil”. “Corrupção, insegurança, populismo: é para isso que aponta o PT. Estamos nos ‘venezuelando’”, ressaltou. “O PMDB daqui a gente gosta e apóia. O de lá (Brasília), quer metade do governo”, completou.

Mas não havia ninguém do PMDB nem do DEM para escutá-lo. Colombo iria apresentar suas propostas aos diretores lojistas e não apareceu. “O PSDB cedeu tempo de rádio e TV, abriu mão de candidaturas, fez o que foi pedido. Espero que (os aliados) cumpram sua parte”, declarou Pavan, na saída.

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