Cinco dos oito candidatos ao governo do Estado participaram de debate promovido pela Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert) na manhã desta segunda-feira. Em seu primeiro encontro depois da divulgação dos números do Ibope, ocorrida na última sexta-feira, os três mais bem-posicionados nas pesquisas de intenção de voto mantiveram as estratégias que apontaram Angela Amin (PP), Raimundo Colombo (DEM) e Ideli Salvatti (PT) com, respectivamente, 31%, 27% e 16% da preferência do eleitorado.
A expectativa era de que a ex-prefeita de Florianópolis reagisse à escalada do demista, que subiu 6% em relação ao levantamento efetuado pelo instituto no início de agosto, enquanto ela caiu 7%. Mas Angela continuou escorando seu discurso nas suas realizações à frente da administração da capital (1997-2004) e na gestão de seu marido, Esperidião Amin (hoje candidato a deputado federal), como governador (1983-1987 e 1999-2003).
No único embate direto entre a líder nas pesquisas e o segundo colocado, a pepista falou dos seus planos para a saúde. “Redesenho da rede pública, com otimização e ampliação do que já existe e construção de novos hospitais, sendo pelo menos três de referência em oncologia, traumatologia e cardiologia”, disse, em resposta ao modelo saudado pelo concorrente.
Colombo enalteceu as policlínicas implantadas pelo prefeito Dário Berger (PMDB) em Florianópolis e prometeu construir uma a cada 100 mil habitantes. Em alta nas pesquisas, reforçou suas críticas ao governo federal, acusando-o de “não ter feito nada” para melhorar as rodovias do Estado. “É um descaso não comigo ou com o meu partido, e sim com os catarinenses que pagam impostos”, afirmou.
O ex-prefeito de Lages também se defendeu do ataque de Ideli, que pediu para que ele listasse o que já havia feito por cada região do Estado alegando que em todas há a marca de seu trabalho como senadora. “Pena que sua marca não está na duplicação das BRs, na ampliação dos aeroportos, no auxílio às vítimas das enchentes”, devolveu Colombo.
A petista prosseguiu tentando minar o adversário ao abordar a segurança, mirando o governo Luiz Henrique da Silveira (PMDB). “Santa Catarina perdeu dinheiro e programas que vêm dando bons resultados, como as UPPs [Unidades de Polícia Pacificadora] que trabalham com repressão e prevenção”, declarou. “Vamos investir em pessoal, capacitação, inteligência, relacionamento e articulação com a comunidade, além de abrir as escolas nos finais de semana para dar opções de lazer nas áreas menos favorecidas.”
Rogério Novaes (PV) pregou que o Estado deve ampliar suas políticas no ensino técnico e aplicar em pesquisa no ensino superior. “Precisamos incrementar em 50% os investimentos na área, que hoje estão em torno de 2% do PIB”, explicou. Valmir Martins (PSOL) voltou a criticar o “rosário de promessas” dos seus oponentes. “Enquanto continuarmos a ter orçamento da União e orçamento do Estado da forma que são organizados, dificilmente os problemas serão resolvidos”, garantiu.
6.118.743 habitantes
4.485.198
Leonel Pavan (PSDB) atual, Luiz Henrique da Silveira (PMDB) 2007-2010/2003-2007, Esperidião Amin (PPB) 1999-2003, Paulo Afonso (PMDB) 1995-1999, Antônio Carlos Konder Reis (PDS) 1994-1995, Vilson Pedro Kleinübing (PFL) 1991-1994, Casildo Maldaner (PMDB) 1990-1991, Pedro Ivo Campos (PMDB) 1987-1990
Florianópolis, Joinville, Blumenau, Criciúma, Chapecó e Lages
R$ 104,6 bilhões