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Semana foi de vices em destaque no Rio Grande do Sul

Pompeo e Berfran trocaram farpas, enquanto Temer e Indio tiveram visitas controversas ao Estado

Alexandre Haubrich, iG Porto Alegre | 03/09/2010 20:51

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A semana colocou em destaque, no Rio Grande do Sul, os candidatos a vice. Na campanha ao governo do Estado, Berfran Rosado (PPS) e Pompeo de Mattos (PDT) se confrontaram pela imprensa, trocando acusações. Na campanha pela presidência da República, Índio da Costa (DEM) e Michel Temer (PMDB) estiveram em Porto Alegre em situações diferentes, mas que causaram repercussões importantes.

Na terça-feira, dia 31, Berfran, candidato a vice governador na chapa de Yeda Crusius (PSDB) criticou José Fogaça (PMDB). Falando sobre a superlotação dos hospitais, disse que o peemedebista prometera duzentas equipes do Programa de Saúde da Família, mas implementou apenas 93. "Fogaça, como ex-prefeito de Porto Alegre, é o maior responsável pela situação. Como gestor da saúde municipalizada, não resolveu o problema porque não cumpriu o que prometeu fazer”, afirmou. No dia seguinte, Berfran divulgou nota de esclarecimento, dizendo que estava “apenas respondendo aos ataques que o candidato José Fogaça vem fazendo a Yeda e ao seu governo”.

Ainda na terça-feira, porém, o candidato a vice de Fogaça, Pompeo de Mattos, já havia respondido. Disse que a prefeitura de Porto Alegre investe em saúde mais do que o exigido, enquanto, segundo ele, o governo estadual não investe “nem metade” dos 12% obrigatórios. Culpou ainda a precarização do atendimento no interior pela superlotação dos hospitais de Porto Alegre.

Índio ataca Brizola, Temer garante apoio a Fogaça
Enquanto isso, Michel Temer, presidente nacional do PMDB e candidato a vice de Dilma Rousseff (PT) veio ao Rio Grande do Sul na quinta-feira, dia 2, manifestar apoio a Fogaça. Com o partido apoiando o PT nacionalmente, e sendo o principal adversário petista no Rio Grande do Sul, a campanha de Fogaça optou pela neutralidade na disputa presidencial, o que trazia dúvidas sobre a relação com Temer. O presidente do PMDB, porém, garantiu apoio a Fogaça, que, por sua vez, disse que o encontro foi “um ato de reconhecimento às condições políticas especiais em que nós nos encontramos aqui no Rio Grande do Sul”.

No dia anterior, foi o principal adversário de Temer, Indio da Costa (DEM), candidato a vice de José Serra, quem desembarcou no Rio Grande do Sul. Indio veio com um pedido do DEM gaúcho para que não manifestasse apoio a Yeda, pedido que não foi totalmente atendido. Ainda que não tenha garantido apoio publicamente, esteve com Yeda em um evento da coligação da governadora, da qual o DEM não faz parte. Paulo Feijó, atual vice governador e integrante do DEM gaúcho, rompeu com Yeda logo nos primeiros dias de governo, e o partido não apóia oficialmente nenhum candidato ao Piratini, embora muitas lideranças tenham defendido a candidatura de Fogaça.

A visita de Indio causou outro desconforto no Estado. Isso porque ele desferiu fortes ataques a Leonel Brizola, principal líder histórico dos trabalhistas gaúchos. Disse, entre outras coisas, que é Brizola o culpado pela situação das favelas do Rio de Janeiro – o gaúcho foi governador do Rio por dois mandatos. Na quinta-feira, o presidente estadual do DEM, Ônyx Lorenzoni, disse que a atitude de Índio foi “politicamente uma tragédia”.

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    RIO GRANDE DO SUL

    • 10.914.128 habitantes

    • 8.053.219

    • Yeda Crusius (PSDB) atual, Germano Rigotto (PMDB) 2003-2007, Olívio Dutra (PT) 1999-2003, Antônio Britto (PMDB) 1995-1999, Alceu Collares (PDT) 1991-1995, Sinval Guazzelli (PMDB) 1990-1991, Pedro Simon (PMDB) 1987-1990

    • Porto Alegre, Canoas, Caxias do Sul, Santa Maria e Pelotas

    • R$ 202,9 bilhões

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