Debate entre candidatos ao Piratini tem muitos ataques a Yeda

Governadora foi criticada, em maior ou menor medida, por todos os outros candidatos, e se disse vítima de perseguição

Alexandre Haubrich, iG Porto Alegre | 29/09/2010 02:34

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Desde o primeiro bloco, os destaques do debate entre os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul foram as pesadas críticas à governadora Yeda Crusius (PSDB). Aroldo Medina, candidato do PRP, foi o primeiro é atacar Yeda, e questionou a governadora sobre possíveis empresas fantasmas que teriam vencido licitações durante o governo da peessedebista.

A governadora desafiou Medina a formalizar as denúncias, e Medina respondeu garantindo que convocará coletiva nesta quarta-feira e apresentará uma das empresas fantasmas. Yeda acusou Medina de ser “mais um que faz denúncias pela imprensa, sem provas, com fins eleitorais”. Pedro Ruas (PSOL) sentiu-se atingido pela indireta da governadora, e entrou na briga. Após pedidos de resposta negados, a querela chegou ao segundo bloco.

Podendo escolher entre Ruas e Montserrat Martins (PV) para fazer sua questão, Yeda preferiu o primeiro, sabendo que o confronto se estabeleceria. Disse que não responde a nenhum processo, enquanto, segundo ela, Ruas responde. O candidato do PSOL discordou: “a senhora continua respondendo a processo, sim, continua tão ré quanto antes”. Ruas esclareceu que o processo a que responde foi movido pelo marido da governadora, por referências feitas na campanha, não na época das denúncias, como Yeda dera a entender, e que o que há, com relação às denúncias contra a governadora, é uma dúvida sobre quem deve julgar o processo.

Yeda respondeu que Ruas “evocou a imunidade parlamentar para fugir do processo”, e disse que o candidato do PSOL quer “confundir a cabeça das pessoas com essa história de competência jurisdicional”. Na última fala do embate, Ruas rebateu: “quem diz que a senhora é ré não sou eu, é o Ministério Público Federal. Ele entrou com uma acusação de improbidade administrativa e pediu seu afastamento da função de governadora”.

Tarso e Fogaça, lideres nas pesquisas, se encontram
Apenas no terceiro bloco os dois favoritos, segundo as pesquisas, ao Piratini, se encontraram. Tarso questionou Fogaça, criticando o atual governo, de Yeda, por ter repassado algumas estradas ao governo federal. Fogaça aproveitou para criticar os governos estadual e federal: “Ao devolver unilateralmente os contratos, o governo estadual criou uma situação acéfala, e o governo federal também teve uma atitude partidarista, e não acolheu os contratos”, disse o peemedebista.

No quarto bloco, foi a vez de Tarso e Yeda se confrontarem. Foi a governadora quem escolheu o ex-ministro para responder a um questionamento, e afirmou que o Rio Grande voltou a crescer graças ao ajuste fiscal, e cresceu acima do Brasil. Tarso discordou: “nos últimos 3 anos, o Brasil cresceu 12%, e o Rio Grande do Sul cresceu 9%”, disse. O petista afirmou ainda que o crescimento do Rio Grande do Sul veio impulsionado por investimentos do governo federal.

A governadora rebateu forte: “o candidato Tarso está dizendo que o Rio Grande do Sul não existe, que nós não demos contrapartida ao governo federal, como não tínhamos condição de dar antes”. Tarso não baixou o tom: “O governo estadual tem sido muito tímido, até porque a governadora não tem condições de viajar ao exterior para buscar investimentos por causa de sua relação com o vice. O Rio Grande do Sul está isolado”, garantiu.

Candidatos pequenos se unem contra pesquisas
Durante todo o debate, Aroldo Medina (PRP) e Carlos Schneider (PMN) fizeram críticas às pesquisas eleitorais. Fizeram coro ao afirmarem, diversas vezes, que o eleitor está sendo manipulado. “Essas pesquisas se constituem num crime eleitoral, e num deboche contra alguns candidatos e contra você, eleitor. Estão querendo pegar o teu voto na marra, no cabresto”, disse Schneider. Medina pediu que os gaúchos “se rebelem” contra as pesquisas: “Escolhe teu candidato de acordo com as tuas ideias, pela tua própria consciência, pela tua inteligência”, pediu.

Montesserrat Martins (PV) falou repetidas vezes em Marina Silva, candidata de seu partido à presidência, e disse acreditar que “uma onda verde vai levar Marina ao segundo turno”. Após um pedido seu, Medina também abriu voto em Marina para a presidência e Germano Rigotto (PMDB) para o Senado.

Nas considerações finais, Fogaça agradeceu as grandes mobilizações dos últimos dias, “que estão garantindo que vamos para o segundo turno”. Depois, Tarso disse representar a chapa do presidente Lula: “nossa proposta é colar o RS no progresso, no desenvolvimento e na distribuição de renda do Brasil”, prometeu. Ruas pediu voto para seu partido: “se o PSOL tivesse um único deputado estadual na Assembléia Legislativa, o impeachment da governadora Yeda teria terminado de forma diferente”, garantiu.

Ainda nas falas de encerramento, Schneider disse que seu programa é “justo e perfeito para a sociedade do RS”. Em seguida Yeda reclamou dos ataques que recebeu durante o debate: “São todos contra uma. Doeu, usam palavras como um punhal”, lamentou a governadora. Por fim, Montsserrat pediu votos para Marina Silva, e Medina prometeu que, caso eleito, “o gaúcho vai sentir orgulho de ser do Rio Grande”.

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    RIO GRANDE DO SUL

    • 10.914.128 habitantes

    • 8.053.219

    • Yeda Crusius (PSDB) atual, Germano Rigotto (PMDB) 2003-2007, Olívio Dutra (PT) 1999-2003, Antônio Britto (PMDB) 1995-1999, Alceu Collares (PDT) 1991-1995, Sinval Guazzelli (PMDB) 1990-1991, Pedro Simon (PMDB) 1987-1990

    • Porto Alegre, Canoas, Caxias do Sul, Santa Maria e Pelotas

    • R$ 202,9 bilhões

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