Comício com Tarso, Dilma e Lula enche Largo Glênio Peres

Ato em Porto Alegre reuniu 35 mil militantes, segundo a organização

Alexandre Haubrich, iG Porto Alegre | 25/09/2010 02:08

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Com infraestrutura de um grande show, o Comício da Vitória, organizado pelo PT na noite desta sexta-feira, 24, em Porto Alegre foi o último grande ato do partido no Rio Grande do Sul antes das eleições. Com vários telões espalhados pelo Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público, e show de fogos de artifício, o comício reuniu 35 mil pessoas, boa parte dela com bandeiras dos partidos coligados. 

O palco foi organizado com uma pequena arquibancada onde ficaram os candidatos a deputado estadual e federal da coligação. À frente, Olívio Dutra, Miguel Rossetto, e os candidatos ao Senado, Abigail Pereira (PCdoB) e Paulo Paim, ao governo do Estado, Tarso Genro, e a vice governador, Beto Gril (PSB). Dilma Rousseff e Lula chegaram depois, e foram aplaudidos pelo público que tomava todo o espaço, na frente, nos lados e até atrás do palco.

A "turma do gargarejo", os espectadores mais próximos ao palco, passaram antes por detectores de metal. Ali, a quantidade de bandeiras do PDT, partido coligado com o PMDB pela candidatura de José Fogaça, não ficava muito abaixo dos demais partidos.

Depois de Olívio empolgar o público, falaram os candidatos ao Senado e, em seguida, Tarso. O postulante ao Piratini começou seu discurso abraçado em Dilma. Disse que quer o Rio Grande do Sul como um Estado progressista, “de frente para o Brasil, crescendo com o Brasil, distribuindo renda com o Brasil”. Tarso pediu que os militantes conversem com amigos e familiares nesses últimos dias antes das eleições, buscando mais votos para o PT. Pediu também votos em Paim e Abigail, “para ajudarem Dilma a governar”.

Lula foi muitas vezes citado no discurso do candidato petista, e, após sua atuação como ministro, disse que o presidente “construiu novamente no brasileiro o orgulho de viver em um país soberano”. Tarso ressaltou que seu programa é o mesmo que o de Lula: “A identidade da nossa proposta é a identidade de Lula, a identidade da Unidade Popular não é uma identidade neutra, é uma identidade ativa”, disse, aproveitando para cutucar José Fogaça (PMDB), que assumiu, sobre o pleito federal, uma posição que o próprio Fogaça definiu como “neutralidade ativa”.

A candidatura de Tarso foi bastante destacada também nas falas de Dilma e Lula. A primeira disse que “o Rio Grande do Sul precisa de um parceiro do governo federal, como Tarso”. Lula falou em seguida, por mais de meia hora, e elogiou a atuação de Tarso como ministro: “A Unipampa, que nós fizemos em Bagé, não seria possível sem a tenacidade e a persistência do Tarso. O ProUni, as escolas técnicas e a Olimpíada de Matemática também não”, afirmou o presidente.

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