Além dos peregrinos da Jornada Mundial da Juventude, pessoas que trabalham no Centro do Rio lotam as ruas para ver a passagem do papa Francisco

Agência Estado

Além dos peregrinos da Jornada Mundial da Juventude, muitas pessoas que trabalham no Centro do Rio lotaram as ruas para ver a passagem de Francisco. O auxiliar administrativo Levi Leonardo, de 29 anos, saiu para fazer um pagamento e não retornou à empresa. Para ele, feriado só na quinta-feira.

"A empresa não liberou, mas tive que vir!", justificou, enquanto ouvia pelo rádio a notícia da chegada do papa à catedral metropolitana. "Ele ficou preso no congestionamento, vai ver o que a gente sofre todos os dias", afirmou Levi, morador de Irajá. A única preocupação dele era a volta pra casa. "O metrô vai estar muito cheio, os ônibus engarrafados. Tem tanta gente que está parecendo o Cordão do Bola Preta."

A aposentada Sonia Torres, de 65 anos, concordou. "O papa não sabe o que vai encontrar. Carioca é muito espontâneo, não fica contido!" Para ela, mesmo com os transtornos para o trânsito, a visita é importante. "Sempre vale a pena. As pessoas vão ter mais consciência sobre a violência e o respeito ao outro. O papa Francisco é contra o tratamento diferente para as classes pobres, o que acontece muito no Brasil."

O papa não demonstra cansaço e sorri para o público. Emocionados, fiéis e peregrinos tiram fotos e acenam para o pontífice.

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