Roberto Góes e Clécio Luís vão para o segundo turno em Macapá

Preso em 2010 pela Polícia Federal, atual prefeito candidato à reeleição ficou na 1ª posição

iG Rio de Janeiro |

Os candidatos Roberto Góes (PDT) e Clécio Luís (PSOL) vão disputar o segundo turno das eleições pela Prefeitura de Macapá. As pesquisas eleitorais na capital do Amapá já indicavam esse resultado. Roberto teve 40,18% dos votos e, Clécio, 27,89%. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Macapá vai ser o único município do Amapá a ter segundo turno.

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Divulgação
Roberto Góes é candidato à reeleição em Macapá

Roberto Góes é o atual prefeito de Macapá e busca a reeleição. Com a primeira posição, ele consegue recuperar parcialmente sua imagem. Investigado por fraudes pela Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal, em 2010, ele chegou a ser preso acusado de participar de um esquema de desvio de verbas federais e tem de lidar com uma série de restrições legais.

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O prefeito de Macapá não pode frequentar bares, restaurantes e similares até outubro de 2013, a não ser em eventos oficiais como representante da capital do Amapá. Além disso, Góes está impedido de deixar o Estado por mais de 30 dias consecutivos sem autorização da Justiça. Por fim, a cada cinco meses ele precisa se apresentar às autoridades judiciais.

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Em dezembro de 2010, quando foi preso na Operação Mãos Limpas, Góes ficou detido por dois meses. Apesar das restrições legais, Roberto Góes não se enquadra na Lei da Ficha Limpa. A Justiça Eleitoral deferiu sua candidatura à reeleição, já que não há contra ele nenhuma condenação de órgão colegiado ou sentença transitada em julgado.

Confira a apuração das eleições em sua cidade

O segundo colocado, Clécio Luís está no segundo mandato como vereador de Macapá e é apoiado pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL), membro da CPI que investiga a ligação do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários.

Na terceira posição ficou a deputada estadual Cristina Almeida (PSB) com 16,54% dos votos. Apoiada pelo governador do Amapá, Camilo Capiberibe, do mesmo partido, ela ganhou projeção nacional nas eleições de 2006 ao disputar acirradamente uma vaga ao Senado Federal com José Sarney (PMDB).

Davi Alcolumbre (DEM) ficou na quarta posição, com 10,68% dos votos. Genival Cruz (PSTU) e Milhomen (PC do B) obtiveram 3,16% e 1,54% dos votos, respectivamente. Os votos brancos somaram 1,40% e os nulos, 3,39%. A abstenção ficou em 15,38%.

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