Enquanto não sai, barrados pela Lei da Ficha Limpa continuam em campanha no Amazonas

Os quatro candidatos às eleições de outubro que tiveram pedidos de candidaturas negadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) com base na Lei da Ficha Limpa continuam em campanha, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não decide sobre a sua constitucionalidade. São eles: Nelson Azêdo, Edilson Gurgel, Wilson Lisboa e Adail Pinheiro.

Os ex-deputados Nelson Azêdo (PMDB) e Edilson Gurgel, por exemplo, prosseguem pedindo votos na propaganda eleitoral no rádio e na TV. Tentam a reeleição. O deputado Wilson Lisboa (PCdoB) também usa o horário eleitoral gratuito. Lisboa teve as contas reprovadas quando era prefeito do município de Fonte Boa pelos Tribunais de Contas do Estado (TCE) e de Contas da União (TCU).

Azêdo foi condenado por abuso de poder político e econômico. Gurgel foi o primeiro a ser barrado. Quando era deputado estadual teve o mandato cassado em 2009 devido a infidelidade partidária. E Adail Pinheiro, ex-prefeito de Coari, foi acusado pela prática de filiação dupla. Por esses motivos, tiveram pedidos de registro de candidaturas negadas com base na Lei da Ficha Limpa e recorreram da decisão.

A população amazonense parece ser a favor que a lei entre em vigor este ano. Alguns segmentos acreditam ser esta uma das soluções para tentar diminuir a corrupção na política. “Muitos já vem perdendo espaço, pois o povo não é bobo. Agora, este projeto é mais um instrumento para acabar com estes políticos,” afirmou o vendedor Thiago Lopes, 30.

Da Zona Leste à Zona Norte, 25 pessoas entrevistadas pela reportagem do Portal iG nesta sextaq-feira foram unânimes: “Candidato com a biografia maculada deve dar espaço para que surjam novos líderes”.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lewandowski, por exemplo, afirmou na tarde desta sexta-feira, em entrevista à Globo News, que as decisões dos TREs e do TSE continuem vigentes, até que o STF se pronuncie em definitivo.


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