Esperando o veredito do STF

Enquanto não sai, barrados pela Lei da Ficha Limpa continuam em campanha no Amazonas

Eduardo Asfora, Portal iG Amazonas |

Os quatro candidatos às eleições de outubro que tiveram pedidos de candidaturas negadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) com base na Lei da Ficha Limpa continuam em campanha, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não decide sobre a sua constitucionalidade. São eles: Nelson Azêdo, Edilson Gurgel, Wilson Lisboa e Adail Pinheiro.

Os ex-deputados Nelson Azêdo (PMDB) e Edilson Gurgel, por exemplo, prosseguem pedindo votos na propaganda eleitoral no rádio e na TV. Tentam a reeleição. O deputado Wilson Lisboa (PCdoB) também usa o horário eleitoral gratuito. Lisboa teve as contas reprovadas quando era prefeito do município de Fonte Boa pelos Tribunais de Contas do Estado (TCE) e de Contas da União (TCU).

Azêdo foi condenado por abuso de poder político e econômico. Gurgel foi o primeiro a ser barrado. Quando era deputado estadual teve o mandato cassado em 2009 devido a infidelidade partidária. E Adail Pinheiro, ex-prefeito de Coari, foi acusado pela prática de filiação dupla. Por esses motivos, tiveram pedidos de registro de candidaturas negadas com base na Lei da Ficha Limpa e recorreram da decisão.

A população amazonense parece ser a favor que a lei entre em vigor este ano. Alguns segmentos acreditam ser esta uma das soluções para tentar diminuir a corrupção na política. “Muitos já vem perdendo espaço, pois o povo não é bobo. Agora, este projeto é mais um instrumento para acabar com estes políticos,” afirmou o vendedor Thiago Lopes, 30.

Da Zona Leste à Zona Norte, 25 pessoas entrevistadas pela reportagem do Portal iG nesta sextaq-feira foram unânimes: “Candidato com a biografia maculada deve dar espaço para que surjam novos líderes”.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lewandowski, por exemplo, afirmou na tarde desta sexta-feira, em entrevista à Globo News, que as decisões dos TREs e do TSE continuem vigentes, até que o STF se pronuncie em definitivo.


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