ES: Metade de deputados estudais eleitos respondem a processo

Segundo mais votado, Theodorico Ferraço, do DEM, foi acusado de improbidade administrativas 12 vezes

Manuela Andreoni iG Rio de Janeiro |

Os eleitores capixabas elegeram 14 deputados estaduais que respondem a processos na Justiça. A maioria deles, oito, no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES) por improbidade administrativa. O campeão de ações é o reeleito Theodorico Ferraço (DEM), pai do senador eleito Ricardo Ferraço (PMDB). De acordo com levantamento da ONG Transparência Brasil, o parlamentar responde a 12 processos por improbidade administrativa no TJ-ES, um no Tribunal Regional Federal (TRF) e um no Tribunal de Contas da União (TCU).

Ferraço se reelegeu pelo DEM com 53.096 votos e foi o segundo candidato mais votado. As ações que tem na Justiça, no entanto, não se referem ao período de seu mandato de deputado, mas de sua passagem pela prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, que comandou por cinco mandatos.
Em segundo lugar neste ranking, vem o deputado Sérgio Borges, que está em seu quarto mandato. De acordo ainda com a Transparência Brasil – ONG que combate a corrupção–, ele responde a dois processos por improbidade administrativa no TJ-ES.

Há também uma ação contra ele no TRF por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de haver recebido propina para votar em favor da candidatura de José Carlos Gratz à presidência da Assembleia Legislativa. Borges também teve suas contas rejeitadas pelo TCU quando foi presidente da Telecomunicações do Espírito Santo (Telest), entre 1991 e 1995.

De acordo com levantamento feito pelo iG no site do Tribunal de Justiça do Estado, respondem a uma ação de improbidade administrativa os deputados eleitos: Marcelo Coelho, reeleito pelo PDT; Rodrigo Chamoun (PSB,) em seu segundo mandato; Luiz Durão (PT), ex-prefeito de Linhares e deputado federal; Gildevan (PV), ex-prefeito de Pinheiros; Glauber Coelho (PR), vereador de Cachoeiro de Itapemirim; e Luciano Rezende (PPS), ex-secretário estadual de Esportes.

Além disso, o banco de dados da Transparência também indica que petista Claudio Vereza teve suas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES) quando era presidente da Assembleia, entre 2003 e 2004. O deputado Da Vitória, reeleito pelo PDT , é réu em um processo movido pelo Ministério Público no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por oferecer bens em troca de votos. O ex- prefeito de Linhares, Zé Carlos Elias (PTB), tem duas ações civis públicas tramitando contra ele.
O ex-prefeito de Linhares, Gildevan, responde a duas ações penais públicas comuns e duas civis públicas, além da de improbidade administrativa. Já o delegado Gilsinho Lopes, que estreia o trabalho de deputado em 2011, responde a duas ações penais públicas no TJ-ES.

Antes de estrear seu segundo mandato na Assembleia, Luzia Toledo (PMDB) já teve suas contas rejeitadas pelo TCE-ES três vezes. A primeira em 1998, quando era responsável pela secretaria estadual extraordinária de Representação dos Interesses do Poder Executivo em Brasília.As outras duas ocorreram em 2002 e 2001, quando era secretária estadual de Turismo.

No site do Tribunal de Justiça, a ex-secretária municipal de Serviços e Transportes de Cariacica Lucia Dornellas (PT), também eleita deputada, aparece com uma ação civil pública em seu nome, junto com o de outros membros da prefeitura da cidade.

O hoje pedetista Marcelo Coelho volta à Assembleia depois de ser cassado pelo PSDB por trocar de legenda em junho deste ano. O objetivo do deputado foi seguir a coligação de Renato Casagrande (PSB), o governador eleito. Já Luciano Pereira (DEM) deixou o partido do sucessor de Hartung pelo atual e também foi cassado em julho de 2010.

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