Erenice admite encontro com lobista

Ex-ministra da Casa Civil rechaçou denúncias e deixou à disposição da PF a abertura de seus sigilos fiscal, bancário e telefônico

Severino Motta, iG Brasília |

A ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra prestou depoimento nesta segunda-feira na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A ex-ministra, que chegou por volta das 10 horas na PF, saiu às 14 horas sem falar com a imprensa. À PF, Erenice admitiu ter participado de uma audiência com Rubnei Quícoli, um dos empresários que fez a denúncia de tráfico de influência.

A versão apresentada por Erenice contraria a divulgada por uma nota da Casa Civil, na qual afirma que, na época em que era secretária executiva da Casa Civil, um assessor do Ministério participou do encontro com Quícoli. Apesar disso, Erenice afirmou não ter participado de nada ilícito. Segundo seu advogado, Sebastião Tojal, a ex-ministra respondeu de forma serena e segura a todas as perguntas e rechaçou cada uma das denúncias o que, segundo ele, "não foi uma tarefa difícil pois no inquérito as denúncias não aparecem".

Agência Estado
A ex-ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, deixa a sede da Polícia Federal, em Brasília, após prestar depoimento
A ex-ministra permaneceu nas dependências da PF por cerca de quatro horas. No depoimento, que soma 9 páginas, a ex-ministra respondeu às 100 perguntas que lhe foram feitas e colocou à disposição da PF o seu sigilo fiscal, bancário e telefônico.

Erenice, segundo Tojal, declarou ainda não ter conhecimento sobre as supostas ações que os filhos estariam participando. "Ela disse poder falar do que já participou", afirmou o advogado ressaltando que Erenice “jamais autorizou o uso de seu nome ou se sua função em qualquer situação”.

Erenice chegou ao prédio por volta das 10 horas desta manhã e foi interrogada pelo delegado Roberval Vicalvi. Ela é acusada de nomear amigos e parentes que comandaram um esquema de tráfico de influência no gabinete próximo ao presidente, inclusive com a suposta participação de seus filhos Israel e Saulo.

O jornalista Amaury Ribeiro Júnior, também foi depor na PF e apareceu acompanhado do advogado Adriano Bretas.

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