`Enquadrado¿, César Borges ainda demonstra insatisfação com Dilma

Para ele, desempenho de Geddel nas pesquisas não é motivo para retirada de apoio

Lucas Esteves, iG Bahia |

O senador César Borges (PR), aliado do candidato ao governo da Bahia Geddel Vieira Lima (PMDB), foi um dos integrantes da coligação do partido que recebeu o presidente peemedebista Michel Temer para um almoço em Salvador, nesta terça (28), e recebeu orientações do grupo em relação ao episódio com a presidenciável Dilma Rousseff. Mesmo assim, não deixou de mostrar sua insatisfação com a retirada do apoio em benefício de Jaques Wagner.

Para ele, o fato prejudica não só as pretensões de Geddel como a sua própria e a dos outros aliados ligados ao PMDB que ainda permanecem fazendo campanha para a petista, ainda que não tenham mais seu apoio formal. O senador, que tenta a reeleição, se disse surpreso com a partidarização assumida por Dilma às vésperas do pleito e rejeitou ainda que as pesquisas a tenham feito abrir mão de Geddel no Estado.

“A ministra disse que as pesquisas foram o motivo, que Geddel não liderava a corrida. Mas e no meu caso? Eu aqui lidero as pesquisas. Eu não entendo”, disse visivelmente inconformado. Entretanto, Borges confirmou ter certeza de que será novamente escolhido pelo voto popular para continuar no parlamento federal e que, de sua parte, permanece aliado do projeto petista.

A insatisfação de César Borges encontra ecos em todo partido na Bahia. É o caso de vários prefeitos do interior que, após a retirada de apoio a Geddel, ameaçaram também parar de pedir votos à presidenciável em seus redutos eleitorais. A presença de Michel Temer no Estado ocorreu exatamente para pacificar movimentos assim e unir o partido. “Vamos deixar agora o eleitor decidir nas urnas quem deverá ser eleito”, contemporizou o presidente peemedebista.

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