Embate PT x PSDB ocorrerá no máximo em 7 Estados

Levantamento do iG mostra que confronto direto entre petistas e tucanos deve ser o menor em 16 anos de disputa

Adriano Ceolin e Andréia Sadi, iG Brasília |

O PSDB e PT protagonizam confrontos pela Presidência da República há 16 anos. Nos Estados, porém, a realidade é outra. As conveniências e alianças regionais pesam e fazem com que os partidos deixem de se enfrentar de forma direta. Em 2010, de acordo com levantamento feito pelo iG , deve ocorrer o menor número de disputas polarizadas entre as duas siglas desde 1998.

A depender do final das negociações em Minas Gerais, a previsão é de que ocorram apenas sete confrontos diretos nos Estados. Se o PT insistir na manutenção da candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel ao governo mineiro, descumprindo a determinação da cúpula nacional petista de apoiar Helio Costa (PMDB), serão oito.

Arte/iG
Estados onde PT e PSDB podem disputar a eleição

 Nas demais 26 unidades da Federação, os confrontos diretos deverão se restringir a Acre, Distrito Federal, Pará, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins. A eleição de 1998 é a que mais se aproxima da deste ano. Na época, PSDB e PT se enfrentaram em apenas sete estados. O confronto direto entre petistas e tucanos foi reduzido por conta da estratégia para a reeleição do então presidente Fernando Henrique Cardoso. O PSDB abriu mão de disputar governos estaduais para apoiar candidatos de partidos aliados como PFL (atual DEM). Em outros, FHC teve dois candidatos.

Este ano, o PT adota estratégia similar para eleger Dilma Rousseff (PT). Em Minas, a cúpula do partido força a aliança com o PMDB  - aliado nacional que deverá indicar Michel Temer como vice-presidente. Em outros Estados, como o Pará, Dilma a previsão é de que haja palanque duplo.

Em 2002, quando vigorou a verticalização das coligações (determinação da Justiça Eleitoral para que os partidos reproduzissem nos Estados as alianças nacionais), o número de confrontos diretos PT x PSDB ficou em nove. Quatro anos depois, com o fim da verticalização, houve 10 embates.

A mudança
Este ano, o PMDB decidiu aliar-se aos petistas. “O Lula transformou a imagem do PT. Qualquer candidato do PT seria favorito. O PMDB percebeu isso e resolveu ficar com o PT este ano", disse o cientista político Alberto Carlos Almeida, autor do livro "A Cabeça do Eleitor".

A aliança entre PT e PMDB, que será oficializada no próxima sábado (12), se reproduz em pelo menos oito Estados. O objetivo da parceria é a formação da chapa nacional, em que Dilma será a candidata a presidente com o deputado e presidente do PMDB, Michel Temer (SP), na vaga de vice.

Em Minas, há uma determinação das cúpulas dos partidos para que PMDB e PT tenham apenas um candidato ao governo. Porém, em outros Estados, a parceria está descartada. “Na maior parte dos Estados não há como polarizar. Existem três, quatro candidatos por Estado. Em Santa Catarina, por exemplo, beira o impossível. É natural , normal e previsível que os partidos não estejam juntos em todos os lugares”, disse o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

Mesmo sem o apoio do PMDB em Estados como a Bahia e Mato Grosso do Sul, o PT não descarta apoio do partido aliado em nível nacional. “Queremos que o PMDB faça campanha para Dilma até onde vamos disputar com ele. O nosso objetivo é a candidatura presidencial”, defendeu Dutra.

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