Em SP, anúncio do secretariado deve começar semana que vem

Governador eleito Geraldo Alckmin evita falar sobre eventual convite para José Serra fazer parte do primeiro escalão

Piero Locatelli, iG São Paulo |

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que deve começar a anunciar na próxima semana os nomes dos secretários que farão parte do seu primeiro escalão. Num encontro que durou cerca de três horas, Alckmin participou hoje da primeira reunião com todo o grupo de transição do governo estadual.

Agência Estado
Governador eleito de SP reuniu equipe nesta segunda

Estavam presentes o vice-governador eleito, Guilherme Afif (DEM), o deputado estadual Sidney Beraldo (PSDB), coordenador da equipe de transição, e outras sete pessoas do atual governo e da equipe mais próxima do governador eleito.

Alckmin disse que ainda não fez nenhum convite oficial para o secretariado paulista, acrescentando que o anúncio dos nomes será feito de forma gradual. Disse ainda que alguns nomes do governo anterior devem ser mantidos, mas não especificou quais.

Questionado sobre a possibilidade de o ex-governador José Serra (PSDB) ter algum cargo no seu governo, Alckmin não confirmou nem descartou. Disse apenas que “Serra é um quadro preparadíssimo” e também motivo “de grande orgulho no partido”.

Na reunião foi discutido o Orçamento do governo do Estado, que já foi enviado para apreciação da Assembleia Legislativa. Segundo Alckmin, serão necessários poucos ajustes, já que a peça orçamentária contempla os seus compromissos de campanha.

Dívida pública

Ao deixar o encontro, o governador eleito também saiu em defesa da correção da dívida pública dos governos estaduais e prefeituras com base em um indicador "mais estável" do que Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI). Segundo ele, o índice é usado para corrigir essas dívidas desde  1997 e não correspondente à atual realidade econômica do País.

"Quando foi feita a renegociação, em 1997, você tinha uma realidade diferente da de hoje", afirmou. Ele observou que a atualização do débito de Estados e municípios hoje está baseada num índice maior ao aplicado à dívida federal, atrelada à taxa básica de juros (Selic), hoje em 10,75%. "Hoje nós pagamos 6% de juros mais o IGP-DI, que pode chegar a 10%, ou seja, ele é muito instável." Alckmin afirmou ainda que, em muitos casos, a correção chega a 15%. "Enquanto isso, o governo federal está pagando 10,75%", disse.

*Com informações da Agência Estado

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