Em Santa Catarina, alianças ainda engatinham

PT é único partido com base de apoio já formada no estado

Gabriel Costa, iG Brasília |

PMDB, DEM e PSDB reuniram-se nesta terça-feira na Casa d'Agronômica, em Florianópolis, Santa Catarina, para discutir a recomposição da chamada tríplice aliança, responsável pela reeleição de Luiz Henrique da Silveira em 2006, mas não conseguiram chegar a um acordo. Para Eduardo Pinho Moreira, pré-candidato do PMDB ao governo e presidente regional do partido, a reunião foi "um bom almoço". O pré-candidato do Democratas ao governo do estado, senador Raimundo Colombo, tentava obter o apoio dos demais partidos, mas ainda se considera otimista com o futuro da aliança.

Para o DEM, a reunião representa um movimento de reaproximação com os demais partidos, já que a legenda se manteve afastada após optar por não participar do governo de Pavan. O tucano assumiu o governo quando Silveira renunciou, em março, para concorrer ao Senado. O mesmo grupo deve voltar a se reunir em breve, mas nenhuma data foi divulgada.

Além de Colombo e Pinho Moreira, estiveram presentes ao encontro de cerca de duas horas e meia o governador Leonel Pavan (PSDB) e o ex-governador Luiz Henrique da Silveira, do PMDB.

O PMDB continua a trabalhar nas duas frentes nas quais vinha investindo: a candidatura própria, com o deputado Eduardo Pinho Moreira como cabeça de chapa, e uma aliança com o PT, que tenta emplacar a senadora Ideli Salvatti como candidata, alinhando-se à chapa nacional consolidada, de Dilma Russef (PT) e Michel Temer (PMDB). Eduardo Pinho Moreira aparece em quarto colocado nas pesquisas, com 3,9% de votos na consulta espontânea e 8,3% na estimulada do instituto Sensus.

Ideli Salvati, por sua vez, acha que o quadro ainda está muito confuso: “As conversas têm acontecido, mas é difícil que avancem já para o primeiro turno. Todas as negociações ainda parecem um caleidoscópio. Por exemplo: se o PMDB definir-se pelo apoio a Dilma, como vão se aliar ao DEM e ao PSDB no estado?”

O PT mantém-se aberto até mesmo à possibilidade de aliança com a deputada federal Ângela Amin (PP), que tem a liderado as pesquisas de intenção de voto, embora a pré-candidata petista descarte o impasse sobre qual das duas abriria mão da candidatura ao governo do estado em prol de uma vaga na corrida ao Senado. “A minha pré-candidatura é irreversível”, ressalta Ideli. A aliança de apoio à senadora, composta por PR, PRB, PSB e PC do B, já chegou mesmo a sugerir nomes para o vice da petista, selecionados entre empresários da área têxtil de Joinville e Blumenau.

Com as alianças no estado ainda indefinidas, os candidatos à presidência começaram a se mexer. Dilma programou para sexta-feira, 28 de maio, uma visita à cidade de Chapecó, no Oeste do estado, onde participa do Encontro Estadual de Habitação da Agricultura Familiar. Já José Serra destacou o presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, para tentar atrair Ângela Amin. Os dois se encontraram hoje no Congresso e saíram dizendo que há margem para uma aproximação. Mas não deixaram claro de que maneira isto ocorreria.

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