Em nota, Itagiba nega ser araponga e fazer dossiês

Deputado foi acusado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. de comandar um grupo de espionagem para José Serra

iG São Paulo |

O deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) respondeu, através de nota divulgada por sua assessoria de imprensa, as acusações de que teria comandado um grupo de espionagem para o candidato à Presidência José Serra (PSDB).

“Não sou araponga. Quando fui delegado fazia investigação em inquérito aberto, não espionagem, para por na cadeia criminosos do calibre desses sujeitos que formam essa camarilha inscrustrada no PT”, diz Itagiba na nota. Ele foi delegado da Polícia Federal e este ano não se reelegeu para a Câmara dos Deputados.

Amaury Ribeiro Jr. disse, em depoimento à Polícia Federal, que decidiu investigar Eduardo Jorge e outros membros do PSDB depois de descobrir que o deputado federal carioca estaria comandando um grupo de espionagem a serviço de Serra para devassar a vida do ex-governador de Minas e senador eleito, Aécio Neves (PSDB). Na época, Amaury era repórter do jornal Estado de Minas. Mais tarde, ao sair do jornal, teria se encontrado com um grupo de inteligência da campanha de Dilma Rousseff (PT), segundo o depoimento dado à PF.

Na nota, Itagiba também diz que, em 10 de junho, protocolou uma notícia crime para que fosse instaurado um “inquérito policial para apuração de crimes atribuídos a pessoas ligadas à pré-campanha do PT à Presidência da República.”

Confira a íntegra da nota

"A assessoria de imprensa do deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) informa que o parlamentar protocolou notícia-crime no Departamento de Polícia Federal, no dia 10 de junho deste ano, dando conhecimento de sua iniciativa à Procuradoria-Geral da República, com o objetivo de que fosse instaurado, como veio a ocorrer, inquérito policial para apuração de crimes atribuídos a pessoas ligadas à pré-campanha do PT à Presidência da República.

Marcelo Itagiba solicitou a abertura do inquérito para “investigar os crimes de interceptação telefônica não autorizada, quadrilha ou bando, bem como de fortes indícios de fraudes a licitações com fins eleitorais” que teriam sido cometidos contra ele e o candidato do PSDB à presidência José Serra por integrantes da pré-campanha da ex-ministra Dilma Rousseff .

“Não sou araponga. Quando fui delegado fazia investigação em inquérito aberto, não espionagem, para pôr na cadeia criminosos do calibre desses sujeitos que formam essa camarilha inscrustrada no PT”, afirmou Itagiba, rebatendo as ilações de que estaria produzindo dossiês."

Com informações da Agência Estado

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