Em evento com 'marineiros', Dilma enfrenta saia justa

Presidenciável, que distribuiu o seu programa de governo para o Meio Ambiente, recebeu ainda apoio de filha de Chico Mendes

Andréia Sadi, iG Brasília |

Agência Estado
Dilma enfrenta saia justa em evento com 'marineiros'
A petista Dilma Rousseff enfrentou uma saia-justa nesta quarta-feira durante ato em Brasília em que “marineiros” como são chamados os apoiadores da ex-candidata Marina Silva, do PV, declaram voto à petista no segundo turno. Durante seu discurso, a candidata Dilma Rousseff foi interrompida por um protesto de ambientalistas que ergueram faixas frente a frente com a petista com os dizeres: “Desmatamento zero é lei de renováveis. Você assina embaixo?”, questionava.

De pé, Dilma silenciou por alguns momentos enquanto organizadores do evento tentavam retirar os manifestantes. Logo em seguida, a petista pediu no microfone para que a manifestação fosse liberada e subiu o tom:

null“Eu não faço leilão para ganhar apoio! Eu afirmo o compromisso de redução de desmatamento de 80% da Amazônia!”, afirmou. A plateia reagiu ao protesto com gritos de “Fora, tucanos” e os manifestantes, com faixas do Greenpeace, ficaram agachados até o final do evento.

Independente no segundo turno, líderes do PV anunciaram hoje o apoio à candidatura de Dilma. Presentes ao ato estavam o deputado Zequinha Sarney (MA), o coordenador da campanha de Marina, Pedro Ivo, e a filha de Chico Mendes, Angela Mendes. “Quero agradecer a Angela, filha do guerreiro Chico Mendes que honra as causas ambientais e é um homem de lutas”, discursou Dilma.

Foi distribuído no encontro o programa de governo para o Meio Ambiente da candidata, onde a campanha apresenta 13 pontos para o Desenvolvimento Sustentável do Brasil. “No governo Dilma, o Brasil cumprirá as metas de redução de emissões de CO2, conforme determina o Plano Nacional sobre mudança do Clima”, promete um trecho do texto.

Também participaram do evento Michel Temer (PMDB) e vice na chapa petista e Moreira Franco, um dos coordenadores da campanha de Dilma.

O Partido Verde decidiu que ficará neutro no segundo turno da eleição presidencial. A decisão foi tomada em convenção da sigla realizada em São Paulo. Dos cerca de 92 delegados presentes com direito a voto, apenas quatro se manifestaram contra a neutralidade, em favor do apoio a um dos dois candidatos.

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