Em debate, Cid e Lúcio disputam apoio de Lula

Com críticas à atual gestão, candidatos discutem temas e aumentam o tom contra propostas do governador Cid Gomes

Lauriberto Braga, iG Ceará |

No debate da TV O Povo , na noite deste domingo (22), estiveram presentes os cinco candidatos ao governo do Ceará com representação no Congresso Nacional. Durante o embate, Cid Gomes (PSB) e Lúcio Alcântara (PR) disputaram o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citando, logo no primeiro bloco, a parceria estreita de seus governos com o presidente e o apoio à petista Dilma Rousseff. Lúcio governou o Ceará de 2003 a 2006 e Cid está à frente da administração do Estado desde 2007.

Ao longo do debate, as farpas foram indiretas. Cid evitou Lúcio e fez perguntas para os outros candidatos, enquanto Lúcio aumentou o tom contra o governo de Cid ao questionar outros candidatos sobre propostas do atual governador. Os pontos mais criticados pelos adversários de Cid foram a exclusão da Secretaria da Juventude, criada no governo de Lúcio, a futura construção do polêmico oceanário  e a educação.

Dividido em cinco blocos, a partir do teceiro, o debate teve perguntas formuladas pela produção sobre cinco temas: meio-ambiente, educação, saúde, segurança e emprego. Sorteados, os candidatos puderam escolher o tema que queriam comentar. Soraya, a primeira a ser sorteada, optou por meio-ambiente e aproveitou para criticar a gestão de água de Cid Gomes e o Partido Verde, ao dizer que "a política ambiental não é uma política verde ou esverdeada". Lúcio optou responder sobre educação e disse que priorizará o professor em suas propostas.

Marcelo Silva falou sobre segurança destacando a prevenção e a repressão. Cid, ao ressaltar suas ações em saúde, disse que está construindo dois grandes hospitais, abrindo mais 800 leitos. Marcos citou a geração de emprego e renda como uma de suas metas como eleito.

Cid, no quarto bloco, esquentou o debate ao dizer que gerou 100 mil empregos a mais que o governo de Tasso Jereissati-PSDB (1999-2002). "Gerei em três anos 171 mil empregos e Tasso em quatro anos gerou 71 mil".

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