Em Alagoas, Vilela diz que vai procurar Collor e Renan

Governador tucano preparou uma lista de reivindicações para entregar a Dilma Rousseff

Janaina Ribeiro, iG Alagoas |

O governador reeleito Teotônio Vilela Filho (PSDB), declarou que vai governar Alagoas nos próximos quatro anos com a ajuda dos senadores Fernando Collor de Mello (PTB) e Renan Calheiros (PMDB). Na campanha, os dois congressistas marcharam em lados opostos a Vilela e, durante o 2º turno, pediram votos para Ronaldo Lessa (PDT). Vilela também disse que preparou uma lista de reivindicações para entregar à presidenta eleita Dilma Rousseff (PT), agradeceu os apoios políticos recebidos durante a campanha e prometeu atrair novas empresas para gerar empregos. O governador, entretanto, evitou falar sobre as mudanças no seu secretariado.

“Vou sim procurar toda a bancada alagoana. Já temos ao nosso lado o Benedito de Lira (PP), que foi eleito agora e estará no Senado a partir de fevereiro. Mas vamos precisar, claro, dos senadores Fernando Collor e Renan”, afirmou. Vilela ressaltou ainda que os senadores fazem parte do grupo de sustentação do presidente Lula e continuarão trabalhando assim na gestão da ex-ministra Dilma. “Os interesses de Alagoas têm que ser maiores do que as diferenças políticas. Nosso Estado não tem reserva de poupança para investimentos e precisamos da verba da União para dar continuidade aos projetos”, declarou.

O governador reeleito tucano também já tem pronta a sua lista de pedidos para a presidenta eleita. O Estado quer mais recursos para ampliar as obras do Canal do Sertão, projeto que pretende levar água para milhares de famílias que moram às margens do Rio São Francisco. Além disso, está concluindo o programa ‘Água para Todos’ e pretende incentivar cidades com alto poder turístico. “Queremos que ela mantenha a promessa do presidente Lula de duplicar a AL-101 Norte entre Maragogi e Maceió. (...) e os investimentos em (...) saneamento básico também têm que continuar. São serviços estruturantes que não podem ser descontinuados em Alagoas” discursou.

Teotônio Vilela admitiu que Alagoas ainda lidera o ranking de Estado, entre todos os 26 da Federação e mais o Distrito Federal, que detém os piores índices sociais. “Lamentavelmente ainda são ruins os nossos indicadores de analfabetismo, pobreza, mortalidade infantil, desemprego e falta de saneamento. Estamos tentando mudar essa realidade aos poucos, atraindo indústrias e gerando postos de trabalho”.

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