Em Alagoas, Índio diz que governo federal é incompetente

Candidato a vice na chapa de Serra defende projeto do presidenciável tucano para aumentar o salário mínimo para R$ 600

Janaina Ribeiro, iG Alagoas |

Sem poupar críticas ao governo federal e à adversária petista Dilma Rousseff , o candidato a vice na chapa de José Serra (PSDB) à Presidência da República, deputado federal pelo Rio de Janeiro, Índio da Costa (DEM), esteve em Alagoas, na manhã e tarde desta terça-feira (19). Em coletiva na sede do DEM em Maceió, o parlamentar falou sobre o novo valor proposto para o salário mínimo em 2011, prometeu ampliar os programas sociais criados pela gestão de Lula e voltou a criticar sua principal opositora Dilma Rousseff ao falar sobre as denúncias de tráfico de influência na Casa Civil, ministério que já fora chefiado pela candidata do PT.
“Eles (governo federal) são muito incompetentes por pagarem o atual salário mínimo de R$ 510. Fui secretário de administração do Rio de Janeiro, onde me especializei em cortar gastos desnecessários, a fim de se obter uma melhor prestação de serviços. Além disso, o Serra tem clara dimensão sobre o tema e experiência suficiente para saber onde cortar, pois, foi ministro, prefeito e governador de São Paulo. A estratégia é muito simples, equilibram-se as contas entre receita e despesa e o resultado é a possibilidade de ter dinheiro para investir naquilo que é prioridade”, afirmou Índio da Costa, ao comentar as críticas feitas hoje pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Luppi, que teria dito que ‘José Serra não teria como prometer o aumento no salário mínimo para R$ 600’.

Índio reforçou que a gestão de Serra, se eleito, irá ampliar os programas sociais desenvolvidos nos oito anos de governo Lula. “Iremos rever o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), reajustar em 10% a remuneração dos aposentados e aumentar em mais de 15 milhões o número de pessoas assistidas pelo programa Bolsa Família. Inclusive, elas terão direito ao 13º salário. Além disso, vamos criar uma espécie de bolsa para o filho de cada família contemplada, para que essa criança e adolescente possa estudar e se qualificar com dignidade em uma escola técnica. Não será obrigatória a aceitação da bolsa em troca da exigência dos estudos, mas não deixará de ser uma excelente oportunidade”, prometeu o candidato.
“Vamos ainda baixar os impostos, sobretudo aqueles que incidem em produtos que fazem parte do cotidiano da população pobre, em especial, os dos alimentos que compõem a cesta básica. Encontraremos recursos disponíveis para esse tipo de política pública, por exemplo, a medida em que a Casa Civil deixar de ser um local de corrupção”, reforçou o vice de Serra, acrescentando que a candidatura tucana tem sido intensificada na região Nordeste.
Índio da Costa também alfinetou diretamente a candidata Dilma Rousseff ao falar sobre as denúncias de tráfico de influências na Casa Civil, ministério que já foi comandado pela petista e que, até o mês passado, era chefiado por Erenice Guerra. “O escândalo da Erenice (Guerra, que teve o filho foi acusado de tráfico de influência) aconteceu no mesmo local do ‘mensalão’. Ali, a Dilma perdeu a sua capacidade de indicar pessoas e só podemos concluir que, ou ela é conivente ou é incompetente."

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