Eleitores de Búzios testam urnas biométricas neste sábado

Cidade litorânea será a única no Rio de Janeiro a contar com o novo modelo de votação

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

Os 19.238 eleitores do município de armação de Búzios, no litoral fluminense, poderão acompanhar neste sábado (21) o resultado da primeira simulação das urnas biométricas que serão usadas nas eleições de outubro. A cidade é a única no Estado que participa do projeto-piloto do TSE. Com o novo sistema, o eleitor será reconhecido por digital e foto, em substituição à apresentação do título de eleitor e da carteira de identidade.

Embora seja o primeiro teste no Rio, as urnas biométricas começaram a ser avaliadas no pleito de 2008, em Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rondônia. A expectativa é de que esse modelo já esteja funcionando em todo País até 2018.

Ao todo, 60 municípios brasileiros vão contar com testes. “Nosso objetivo é reduzir ainda mais as tentativas de fraudes no sistema eleitoral, estamos na fase dos ajustes finais”, esclarece André Luiz Araújo, secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ. “Em vez de se passar por outra pessoa, com o uso de documentos como o título eleitoral, o eleitor será identificado pela impressão digital.”

Os eleitores que aceitarem participar da simulação vão votar em candidatos fictícios, usando cinco urnas biométricas. No total, foram convidados os 1.600 que fazem parte da 172ª Zona Eleitoral, instalada na Escola Municipal Darcy Ribeiro, no centro da cidade. A simulação será feita entre 8h e 17h.

Após o término da votação simulada, os dados das urnas serão transmitidos online para a totalização na sede do TRE-RJ, na capital. Na última etapa do processo, as informações seguem para o TSE, responsável pela divulgação dos resultados. “Em vez de disquetes, as urnas biométricas contam com pen drives, o que agiliza o processo”, explica Araújo.

Segundo o secretário de TI do TRE-RJ, todos os eleitores em Búzios já estão cadastrados, já que em outubro toda a votação na cidade será totalmente feita por meio de leitores biométricos. “O processo de cadastramento é parecido com o do passaporte. Os cartórios fazem a revisão dos dados dos eleitores, coletam a impressão digital de todos os dedos das mãos, e tiram a foto da pessoa, que será usada no caderno de votação, o que é mais um mecanismo de controle”, diz André Luiz Araújo.

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