Eleitores aproveitam seção em frente à praia para justificar voto

Da seção eleitoral em escola na avenida Atlântica até a praia basta atravessar a rua

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

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O casal Renato Rezende, técnico de informática de 28 anos, e Susi Marques, funcionária pública de 48 anos, justificou o voto
Pelo menos alguns eleitores podem se considerar privilegiados. Como o casal Renato Rezende, técnico de informática de 28 anos, e Susi Marques, funcionária pública de 48 anos. Renato vota na Escola Municipal Dr. Cícero Penna, na esquina da rua República do Peru com a Avenida Atlântica, em frente a um dos cenários mais bonitos da cidade: a praia de Copacabana. O casal que estava na praia, só precisou atravessar a rua. Mas para justificar o voto.

Em geral Renato vota na escola. Mas, desta vez, foi diferente. Ele contou que estava trabalhando há dois anos em Porto Alegre e ficaria no Sul até o fim de 2010. Porém, o serviço acabou sendo interrompido em agosto e, como já havia solicitado voto em trânsito, acabou não conseguindo ir às urnas quando voltou ao Rio. O que importa, afirmou, é a "social" na areia e a cerveja que bebe com os amigos que só encontra quando volta à sua zona eleitoral. .

"Não deu tempo de anular o pedido de voto em trânsito, então só vim justificar. Agora vou aproveitar a praia, o eleitor do Rio é um privilegiado", falou. "Eu anularia o voto de qualquer forma. Mudam os nomes, continua a mesma coisa. Estou muito descrente com a nossa política", disse.

Susi, namorada de Renato, é gaúcha e também justificou o voto, pois veio passar o fim de semana no Rio com o companheiro. "Eu queria muito votar, mas resolvi vir para o Rio passar o fim de semana. É ótimo poder sair da zona eleitoral e já aproveitar um visual desses", disse ela, em frente à praia.

Voto, caminhada, mergulho e cerveja

De acordo com Renato, os dias de eleição seguem essa rotina: voto, caminhada no calçadão, mergulho no mar e cerveja gelada na areia no fim da tarde. "Encontro pessoas que não via há anos, já nem moram na região, mas continuam votando aqui. Aí fazemos aquela social, a eleição acaba ficando em segundo plano".

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O casal gaúcho Márcia Regina da Silva, 34 anos, e Everton Dornelles, 39 anos, não votou: aproveitou o feriadão e viajou para o Rio
Outro casal vindo do Rio Grande do Sul também aproveitava a praia em Copacabana. “Esse ano, preferi viajar. Na verdade, uma das últimas coisas que lembrei foi a votação. Nunca tinha justificado, mas dessa vez, optei por essa alternativa. É a minha primeira vez no Rio e estou adorando. Além disso, nenhum dos candidatos empolgou”, afirmou Márcia Regina da Silva, 34 anos, professora em Esteio.

O marido dela, Everton Dornelles, 39 anos, técnico em eletrônica, também achou que não valia a pena votar. “Não me empolguei para votar. Não ia perder a oportunidade de conhecer o rio e viajar nesse feriado. Foi bem fácil justificar o voto”

Apesar do mormaço à tarde, a orla de Copacabana esteve bastante movimentada, mesmo sem o fechamento das vias da orla, tradicional aos domingos. Os restaurantes e quiosques no calçadão também tiveram bom movimento.

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