Eleitora de 96 anos é carregada para votar em São Paulo

Idade avançada não é empecilho para eleitora exercer direito de escolher candidatos

Lecticia Maggi, iG São Paulo |

Flávio Torres/ Fotomídia
Elza Furtado é carregada em cadeira para conseguir votar
A dificuldade de locomoção e a idade avançada não impediram uma eleitora de 96 anos de exercer seu direito cívico neste domingo, dia em que 135,8 milhões de eleitores vão às urnas para decidir sobre o Brasil do pós-Lula.

Auxiliada de um lado por uma amiga e do outro por uma bengala, Elza Furtado foi a passos curtos até a escada que dava acesso à zona eleitoral em que vota na Escola Estadual Godofredo Furtado, na avenida João Moura, zona oeste da capital paulista. Depois, sentou em uma cadeira e foi carregada por dois homens até o andar superior da escola.

Elza é bisneta daquele que dá o nome à escola em que votou, Godofredo. A memória dela falha, e ela não sabe dizer ao certo a profissão que o bisavô exerceu, mas enfatiza que foi um "grande homem". "Foi juiz, mas também gostava de matématica, dava aulas", disse. "Gosto muito de votar aqui por causa disso, dá orgulho saber que ele foi um homem íntegro", afirmou ela, que contou também nunca ter deixado de votar. "Acho que é muito importante. Só vou parar quando não puder mais andar", garantiu.

Na cabine, Elza, que quase não enxerga mais, precisou da ajuda da amiga para digitar os números. Na saída da sala de votação, a eleitora quase centenária sorria, satisfeita. "Missão cumprida", disse.

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