Eleito, Sinval promete reverter vitória de Serra em MT

Governador reeleito pelo PMDB vai reunir prefeitos da base aliada para reverter derrota de Dilma Rousseff no Estado

Agência Estado |

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O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), reeleito em primeiro turno no domingo, disse que amanhã vai se reunir com prefeitos e parlamentares da base aliada do governo para discutir estratégias para o segundo turno das eleições presidências e buscar reverter a derrota da candidata Dilma Rousseff (PT) no Estado. Segundo ele, a campanha de Dilma deve receber adesão de partidos como o PPS e o PDT, que no primeiro turno apoiaram a candidatura ao governo do empresário Mauro Mendes (PSB), segundo colocado.

Apesar de o PSDB não ter uma estrutura forte em Mato Grosso e da baixa votação do candidato Wilson Santos, que ficou em terceiro lugar na disputa para governador, Serra derrotou Dilma em 83 dos 141 municípios mato-grossenses, inclusive em Matupá, cidade natal de Barbosa. No total, Serra recebeu 678.614 votos (44,2% dos votos válidos) em Mato Grosso, enquanto Dilma obteve 659.771 (42,9%). Em 2006, Geraldo Alckmin (PSDB) derrotou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos dois turnos em Mato Grosso.

Barbosa afirmou que aguarda apenas as orientações da coordenação nacional da campanha de Dilma para iniciar a mobilização no Estado. O principal argumento para convencer os eleitores, diz ele, é o compromisso da candidata com as obras de infraestrutura para resolver a questão do gargalo logístico e com vistas à Copa do Mundo de 2014, uma vez que Cuiabá é uma das sedes dos jogos.

Cortes

Em entrevista coletiva, Barbosa afirmou que uma das prioridades do seu governo até o final do ano é assegurar o equilíbrio das finanças do Estado para atender à Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo estuda cortes orçamentários da ordem de R$ 100 milhões, pois para este ano estava previsto um aumento de 10% da arrecadação, que não se confirmou.

O governo mato-grossense espera restituição de R$ 60 milhões referentes ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pago ao governo, além de R$ 110 milhões referentes à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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