Um dos suplentes assume depois de ser acusado por CPI da Alerj de envolvimento com milícias

As eleições de domingo (3) provocaram mudanças na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Com a saída de seis vereadores eleitos para a Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) e para a Câmara dos Deputados, suplentes se preparam para assumir as vagas.

Do novo grupo, Luiz André Ferreira da Silva, o Deco (PR), já provoca polêmicas antes mesmo de assumir. Acusado em 2008 de envolvimento com grupos paramilitares no relatório final da CPI das Milícias, ele entra no lugar da vereadora Lilian Sá (PR), que conquistou um assento na Câmara dos Deputados de carona nos quase 700 mil votos cabalados pelo ex-governador Anthony Garotinho.

Ainda no PR, a filha do ex-governador, Clarissa Garotinho também deixou uma vaga disponível, que será ocupara por Argemiro Pimentel. Tanto Deco quanto Pimentel já foram vereadores e retornam para mais um mandato.

Do PV saem os vereadores Alfredo Sirkis, eleito deputado federal, e Aspásia Camargo, que irá representar a legenda na Alerj. Em seus lugares assumem Sônia Rabelo e Dr. Edison Creatina. Pelo PSS entra Carlinhos Mecânico no lugar do ator Stepan Nercessian, eleito para a Câmara Federal.

O PSC será representado por Dr. Eduardo Moura, outro que já exerceu mandato de vereador, com a ida de Márcio Pacheco para a Assembleia Legislativa. Com a eleição da vereadora Lucinha para a Alerj, Marcelo Arar será conduzido para a vaga do PSDB.

Os edis devem ser empossados em 15 de fevereiro, após o recesso parlamentar da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que terá início em dezembro.

Casos polêmicos
Deco, que nega participação em milícias, não é o único vereador a gerar polêmicas por acusações de envolvimento com crimes. Cristiano Girão (PMN) está preso desde dezembro de 2009 acusado pelo Ministério Público de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Em julho, os parlamentares reuniram assinaturas para dar início ao processo de cassação de Girão, que recebeu salários até fevereiro deste ano. A Comissão de Ética da Câmara, contudo, ainda não apresentou resposta ao pedido.

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