Eleição foi 'tranquila' apesar de 43 candidatos presos, diz TSE

Presidente do tribunal diz que foram poucos os incidentes e Brasil está na "plenitude das instituições democráticas"

Danilo Fariello e Severino Motta, iG Brasília |

Até às 16 horas e 30 minutos, os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) determinaram a prisão de 43 candidatos no país. Foram , no total, 204 ocorrências, mas, desse total, 161 não resultaram em prisão. Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, essas ocorrências dizem respeito a transporte ilegal de eleitores, propaganda irregular, compra de votos e boca de urna, que foi a maior parte deles, com 25 detenções.

Além dos candidatos, foram presas 598 pessoas por atuação que transgrediu as regras eleitorais hoje. Outras 1066 ocorrências foram notificadas, mas sem prisões. O Estado com mais presos foi o Rio de Janeiro, com 111.

"Colinha" foi adotada

Segundo o ministro, essas filas decorreram da complexidade dessas eleições, com seis candidatos. O presidente do TSE lembrou que a Justiça Eleitoral incentivou os eleitores a levar a chamada “colinha”. “Isso foi feito em grande parte do país e ajudou muito as eleições, diminuindo filas que estávamos imaginando.”

Na avaliação de Lewandowski, as eleições foram tranqüilas, com pouquíssimos incidentes e sem episódios de violência. “Isso demonstra que vivemos num país na plenitude das instituições democráticas.”

Tropas federais foram encaminhadas a 256 municípios e, segundo o ministro, elas garantiram a tranqüilidade nessas cidades. Segundo o TSE, houve incidentes naturais, como chuvas torrenciais em estados como Mato Grosso do Sul e Goiás, que levaram a dificuldades. Segundo Lewandowski, em algumas regiões urnas foram danificadas pelas chuvas, mas isso não prejudicou as votações nessas zonas eleitorais.

No balanço do TSE, até 16h20, 2180 urnas eletrônicas haviam sido substituídas, ou seja, 0,54% do total de 400 mil urnas. Só seis urnas foram substituídas pelo sistema manual, diz Lewandowski. “Isso não acarretará em atraso maior nas apurações, porque os votos manuais depois são digitados e transmitidos eletronicamente.”

Cinco horas para resultados

Segundo o presidente Lewandowski, o TSE trabalha com um prazo de cinco horas após o fim dos votos em que espera ter cerca de 90% dos votos já apurados. “Isso não significa que teremos um quadro já apurado. Isso depende da disputa.”

A biometria, que foi usada pela primeira vez em eleições gerais, também foi um sucesso, para Lewandowski. Segundo ele, houve média de 93,5% de reconhecimento das digitais nos 50 municípios em que o sistema foi implantado. Apenas 7% dos eleitores não tiveram suas digitais identificadas e nenhum eleitor deixou de votar por esse problema, diz.

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