Eleição de governador e presidente prevê gasto de quase R$ 2 bi

São Paulo, Ceará e Minas Gerais são os Estados com a maior estimativa de gastos nas eleições de 2010

Severino Motta e Adriano Ceolin, iG Brasília |

A disputa pela Presidência da República e pelos governos dos Estados pode chegar a R$ 1,9 bilhão, segundo levantamento feito pelo iG junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE’s). O valor é o teto a ser gasto em campanhas pelos partidos e foi apresentado à Justiça na última segunda-feira.

De acordo com os dados, o valor máximo a ser gasto nas disputas regionais pode ser até três vezes maior que o da disputa presidencial. Os candidatos a governador limitaram suas despesas em R$ 1,44 bilhão, enquanto a soma do teto de gastos dos presidenciáveis ficou em R$ 463,5 milhões.

Fazem parte do levantamento 131 pedidos de registro de candidatura ao governo e nove à Presidência da República.

Com o orçamento de R$ 1,9 bilhão é possível se comprar cerca de um milhão de televisores LCD de 40 polegadas, aproximadamente 70 mil veículos populares ou ainda beneficiar 10 milhões de pessoas com o valor máximo do Bolsa Família.

Nos Estados, em valores globais, os candidatos paulistas foram os que previram o maior gasto para campanhas. Geraldo Alckmin (PSDB), Aloízio Mercadante (PT), Paulo Skaf (PSB), Fábio Feldmann e Celso Russomano (PP), juntos de partidos menores, projetaram despesas de até R$ 195 milhões na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes.

O Ceará está em segundo lugar. Cid Gomes (PSB), Lucio Alcantara (PR), Marcos Cals (PSDB), Nati (PCB), Marcelo Silva (PV), Soraya Tupinambá (PSol) e Francisco Gonzaga (PSTU) pretendem gastar até R$ 124 milhões na disputa.

Em terceiro lugar está a somatória dos gastos previstos pelos candidatos de Minas Gerais. Juntos, Hélio Costa (PMDB), Antônio Anastasia (PSDB), Zé Fernando Aparecido (PV), Professor Luiz Carlos (PSol), Vanessa Portugal (PSTU) e Fábio Martins (PCB) podem gastar até R$ 86,6 milhões.

Por outro lado, os Estados do Amapá, Espírito Santo e Acre são os que contam com menores orçamentos para a campanha. A disputa entre Camilo Capiberibe (PT), Pedro Paulo (PP), Genival Cruz (PSol), Luiz Barreto (PTB) e Jorge Almanajás (PSDB) pode movimentar até R$ 19,5 milhões no Amapá.

No Espírito Santo a eleição com Renato Casagrande (PSB), Luiz Paulo (PSDB) e Brice Bragato (PSol) pode custar até R$ 19,5 milhões. No Acre, por fim, a disputa entre Tião Viana (PT) e Tião Bocalom (PSDB) conta com um teto de R$ 8,8 milhões.

Presidentes

Entre os presidenciáveis, José Serra (PSDB) tem a campanha com a maior estimativa de gastos. O tucano pode gastar até R$ 180 milhões em sua corrida rumo ao Palácio do Planalto. A petista Dilma Rousseff vem logo atrás, com teto de R$ 157 milhões. A terceira colocada nas pesquisas, Marina Silva (PV), estimou um máximo de R$ 90 milhões para sua campanha.

Ampliação de gastos

O iG conseguiu dados de 26 unidades da federais. O portal só não encontrou informações sobre os candidatos no Sergipe. Também não foram encontradas as previsões de gastos de campanhas de 12 candidatos de partidos nanicos no Rio de Janeiro (3), Bahia (1), Santa Catarina (2), Alagoas (1), Paraná (4) e Distrito Federal (1).

Quando o teto dos gastos de tais campanhas for divulgado haverá um incremento no R$ 1,9 bilhão das disputas pelo Executivo.

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