Eduardo Pinho Moreira reage à ameaça de expulsão do PMDB

Presidente estadual diz que continua à frente do partido em SC e condena postura "arbitrária e antidemocrática" da cúpula nacional

Gabriel Costa, iG Brasília |

O presidente do PMDB de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, respondeu à iniciativa da executiva nacional do partido de suspender sua filiação e levá-lo ao Conselho de Ética da sigla, com ameaça de expulsão. Em nota publicada no site do diretório estadual, Moreira afirma que continua à frente do partido no estado e candidato a vice do senador Raimundo Colombo, nome do Democratas ao governo.

Na nota, Moreira lamenta a postura "arbitrária e antidemocrática" e classifica como "odiosa" a condição de "subserviência a que o partido, em nível nacional, se submete em relação ao PT".

A direção nacional do PMDB não aprovou a aliança com o Democratas, uma vez que o presidente nacional do partido, Michel Temer, sai como vice da presidenciável petista, Dilma Rousseff, e afirma que havia firmado compromisso para que Moreira a apoiasse nas eleições de outubro. A aliança com o DEM - e com o PSDB -, no entanto, formaria um palanque único para José Serra.

“Os rumos do PMDB catarinense foram decididos pelo partido em convenção, eles não tem o direito de intervir dessa forma aqui, principalmente por uma imposição de outro partido”, afirma Moreira. A candidatura do peemedebista a vice do senador do DEM foi oficializada na convenção regional do partido, no último sábado, 26, com 288 do total de 425 votos, contra 129 votos para a candidatura própria do deputado Edison Andrino.

Em entrevista à rádio catarinense CBN/Diário na tarde desta quarta-feira, o presidente estadual disse que "não tem nenhuma desfiliação. O que aconteceu foi uma intenção da executiva nacional, mas não houve nenhuma decisão ainda, porque existe um estatuto partidário que foi feito por democratas."

Nesta quinta-feira, dia 1º de julho, a Comissão de Ética do PMDB reúne-se em Brasília para deliberar a respeito do processo de punição a Moreira. Para que o processo seja de fato instaurado, são necessários os votos a favor de dois terços de um grupo de nove integrantes.

Como já havia afirmado em entrevista ao iG na ocasião da primeira ameaça de intervenção da cúpula nacional, Moreira diz que pretende brigar na justiça pelo acordo. “Se o partido me tirar o direito de me defender, a justiça vai me defender”, reafirmou Moreira nesta quarta-feira.

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