Eduardo Jorge vê motivação eleitoral em entrevista da Receita

Vice-presidente do PSDB, que teve o sigilo violado, classifica secretário da Receita de "agente político

Nara Alves, iG São Paulo |

O vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, afirmou hoje ao iG que vê motivação eleitoral na convocação da coletiva de imprensa pela Receita Federal . O órgão promoveu a entrevista para apresentar explicações sobre a violação do sigilo de Eduardo Jorge e outras 140 pessoas, incluindo outros três tucanos , na agência da Receita em Mauá, na Grande São Paulo. A Corregedoria da Receita verificou indícios de um esquema de compra e venda de informações de sigilos fiscais.

"Há dois dias, eles nem queriam me dar a cópia do inquérito porque era sigiloso. Houve demora no pronunciamento. As informações poderiam ter sido colhidas em uma semana e já demoraram dois meses. Agora eles embolaram o meio de campo porque na hora em que se diz que é um esquema de venda, demora 10 anos para ser apurado", disse.

Eduardo Jorge também classificou o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, de "agente político". "Ele ( Cartaxo ) se deixou mostrar como agente político em defesa do partido que o nomeou ( PT ). Aliás, contra a tradição da Receita de isenção política", afirmou. Segundo Cartaxo, não parece haver motivação eleitoral na quebra de informações, por elas incluírem também nomes de pessoas famosas e empresários sem ligação política.

O vice-presidente tucano se mostrou cético com relação aos resultados da investigação. Ele acredita que, mesmo se os culpados apareçam, a punição não será grave. "Pode até dar em uma repreensão ou um puxão de orelha", disse. Eduardo Jorge não quis comentar os efeitos do caso da quebra de sigilo nas urnas.

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