Para adversários e para jornalista, o atual governador desrespeitou o compromisso

O penúltimo debate com os governadores de Pernambuco, transmitido pela Rede TV, não teve a presença do governador candidato Eduardo Campos (PSB). Seu nome, todavia, não deixou de circular entre os presentes. Sérgio Xavier (PV), Edilson Silva (PSOL), Jarbas Vasconcelos (PMDB) e até o próprio mediador do debate, o jornalista Kennedy Alencar, lembraram a cada bloco a ausência de Campos. O nome de Eduardo foi mantido nos sorteios das perguntas como forma de lembrar ao público sua ausência.

Sergio Xavier afirmou que Eduardo Campos fez uma péssima escolha ao preferir uma carreata ao debate. "Ao invés de vir, ele fez uma supercarreata, que criou trânsito na cidade, o que é algo ruim para uma cidade como a nossa”, disse referindo-se a carreata que Eduardo Campos fez na tarde deste domingo, no qual arrastou 4.500 carros e 500 motos, segundo a Frente Popular de Pernambuco.

Edilson Silva afirmou que o candidato, assim como não foi ao Hospital da Restauração, não veio ao debate por medo das verdades. "Hoje não tem ninguém para defender a atual gestão. O governador fugiu, assim como fugiu do desafio que propus a ele de ir até o HR (Hospital da Restauração)", afirmou Edílson, relembrando do convite que fez a Eduardo para ir ao hospital para apurar as denúncias de que haveria uma alta no índice de mortalidade por conta de falta de leitos de UTIs no local. Já o candidato peemedebista, Jarbas Vasconcelos, afirmou que essa atitude foi uma falta de respeito para com o povo pernambucano.

Além de questões como segurança, educação e Suape, o portal transparência, do governo estadual, foi um tema de destaque. Na opinião do candidato do PSOL, Eduardo Campos mente. “O portal da transparência do Governo é uma piada. Não se tem acesso à senha para ver o que e em que está sendo gasto”.

Sobre Suape, Sérgio Xavier afirma que “é um absurdo o governo tentar aterrar 500 hectares de mangue sem pensar em preservação ambiental.” O verde continuou as críticas ao ser referir aos problemas de avanço do mar, tubarões e pesca que o estado de Pernambuco está sofrendo, exclusivamente por falta do planejamento de um modelo de projeto que possa integrar a natureza sem criar muito desastre ambiental.

Quando o assunto foi educação, o candidato Jarbas Vasconcelos titubeou. Perguntado sobre se o eleitorado pernambucano poderia acreditar em sua proposta para educação, visto que ele não fez nada do que prometeu em sua gestão, o senador afirmou que quando administrou Pernambuco o estado estava quebrado. “Quando me elegi, o Estado estava quebrado. Tudo era prioritário. Tive que cuidar de arrumar a casa, mexer na segurança e infraestrutura do Estado. Isso agora não existe mais. O Estado já está equilibrado. A base foi plantada”.

Assuntos como legalização da maconha e escândalos na Casa Civil também não foram deixados de lado. Para o candidato Edilson, que é do mesmo partido do presidenciável Plínio de Arruda, a legalização da maconha é uma questão de saúde pública. “Entendemos o problema dessa droga como um problema de saúde pública. A maconha é uma droga cultural, tem que ser entendida como outras drogas que são psicoativas e legais. Achamos que a criminalização da maconha contribua com a criminalidade.”

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