'É uma cortina de fumaça', afirma Pimentel

Ex-prefeito de Belo Horizonte nega conhecer o ex-delegado Onésimo Souza e diz que não há esquema de espionagem na campanha do PT

Clarissa Oliveira, iG São Paulo |

Apontado como um dos supostos elos da campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT) e um esquema de espionagem montado para prejudicar o pré-candidato tucano ao Planalto José Serra, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) diz que está sendo criada uma "cortina de fumaça" para abalar a campanha presidencial petista. 

Negando envolvimento com o suposto esquema, Pimentel disse em entrevista ao iG que tomou conhecimento pela imprensa de um encontro entre o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo Souza e o jornalista Luiz Lanzetta, que teria supostamente servido de palco para a contratação de serviços de espionagem. Disse ter pedido explicações e ouvido de Lanzetta que foi o delegado quem ofereceu seus serviços. Os mesmos, disse ele, foram recusados pela campanha.

iG - Como sr. reage a essas novas notícias envolvendo seu nome na suposta produção de um dossiê?
Fernando Pimentel - Eu não tenho a menor ideia de onde tiraram isso. Vejo com muita indignação todas essas declarações, inclusive desse Onésimo. Eu nunca soube de nenhum procedimento dessa natureza e o Lanzetta nunca teve autorização para falar em meu nome.

iG - Há quem diga que isso tudo parte do interior da campanha, que teria a ver com a disputa interna dentro do comando, entre o senhor e alas como a comandada por por Rui Falcão?
FP - Eu não tenho qualquer elemento para confirmar uma coisa dessas. Não posso de maneira alguma aceitar que o Rui Falcão, que é meu amigo há mais de 40 anos, poderia fazer qualquer coisa desse tipo, com o intuito de me prejudicar. Isso tudo é um conjunto de ilações, com o claro objetivo de desviar a atenção do quadro positivo que se criou para a campanha do PT.

iG - De qualquer forma, houve a tentativa de produzir dossiê dentro da campanha?
FP - Nunca houve montagem de esquema de espionagem. Eu só tomei conhecimento do tal encontro do Lanzetta com este Onésimo pela imprensa. E o Lanzetta me disse, quando cobrei explicações, que tinha sido chamado por ele, Onésimo, que ofereceu serviços, os quais o Lanzetta não aceitou.

iG - O senhor vê uma ação do ex-ministro Palocci para prejudicá-lo?
FP - De maneira alguma. Temos uma relação excelente.

iG - Mas quem estaria por trás disso, então?
FP - Eu não sei a quem atribuir essas denúncias. Sei que não tenho nenhum envolvimento com isso.

iG - Isso prejudica sua permanência no comando da campanha de Dilma? 
FP - Não há prejuízo algum, não tenho dúvidas disso. Eu converso com a ministra Dilma todos os dias, mantemos nossa relação exatamente como foi até hoje. Ela está vendo isso tudo com a mesma perspectiva que todos os integrantes da campanha. Não há fundamento para essas acusações.

iG - Isso o prejudica na disputa eleitoral em Minas?
FP - São questões completamente diferentes. Lá, mantemos nossa decisão de caminhar com o PMDB. Neste domingo, haverá uma reunião de dirigentes dos partidos no Estado, que vão caminhar para um entendimento. E, na segunda-feira, esse posicionamento será referendado pelas direções nacionais das duas legendas. Não há motivo para preocupação.

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