Crise política no Distrito Federal não impede que número de candidatos seja 32% maior este ano do que no pleito de 2006

A crise enfrentada pelo governo do Distrito Federal com as denúncias de corrupção no fim do ano passado não foi suficiente para fazer os candidatos a uma vaga na Câmara Legislativa desistirem da disputa nas eleições de outubro. O número de concorrentes este ano é 32% maior do que no pleito de 2006.

Os 856 candidatos que vão disputar uma das 24 vagas na Câmara Legislativa enfrentarão uma concorrência maior do que a de vestibulares para cursos bastante procurados. Enquanto os vestibulandos para Direito, na Universidade de Brasília (UnB), enfrentam uma concorrência de 17,46 candidatos por vaga; na Câmara Legislativa, são 35,6 para cada posto.

Do total de candidatos, a maioria (51) é do PSC, partido do ex-senador Joaquim Roriz, que lidera as pesquisas de intenção de voto no Distrito Federal e enfrenta pedido de impugnação de candidatura por ter renunciado ao mandato no Senado para fugir de processo de cassação em 2007, prática que a Lei da Ficha Limpa proíbe.

Em segundo lugar, estão o PV e o PR, com 48 candidatos cada. O Democratas – partido a que pertenceu o então governador José Roberto Arruda antes das denúncias de corrupção que resultaram na sua expulsão da legenda – apresentou 32 candidatos. O PMDB, partido do atual governador Rogério Rosso, terá 45 candidatos na disputa.

Os eleitos vão ocupar a nova sede da Câmara Legislativa, inaugurada ontem. O prédio luxuoso tem uma área de 48 mil metros quadrados em frente ao Eixo Monumental, em Brasília, demorou dez anos para ser concluído e custou aos cofres públicos R$ 106 milhões – o valor ultrapassa o dobro do previsto inicialmente.

Os deputados distritais receberão salário de R$ 12,4 mil, além da verba indenizatória de R$ 11,2 mil usada para gastos com combustível e divulgação da atividade parlamentar, por exemplo.

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