Direitos de resposta marcam último debate na Bahia

Principal alvo entre os candidatos ao governo do Estado, Wagner foi quem mais pediu tempo para rebater acusações

Lucas Esteves, iG Bahia |

O formato definido pela TV Bahia para o último debate entre os candidatos ao governo da campanha deste ano permitiu uma maior confrontação entre os adversários e, por isso, os pedidos de direitos de resposta aconteceram no evento, realizado na noite desta terça (29), como em nenhum outro ao longo do período eleitoral. O governador Jaques Wagner (PT), como principal alvo de críticas de todos os concorrentes, foi o que mais pediu tempo para rebater acusações.

O petista ouviu, na maior parte das vezes, palavras duras vindas especialmente dos candidatos Marcos Mendes (Psol) e Luiz Bassuma (PV), enquanto Geddel Vieira Lima (PMDB) e Paulo Souto (DEM) se reservaram a críticas mais moderadas e exposição de seus próprios programas de governo. As principais acusações que geraram direito de resposta ao petista foram em relação a supostos beneficiamentos da gestão atual – em especial na figura do secretário estadual de Indústria e Comércio, James Correia – e corrupção na pasta da Saúde.

No primeiro direito de resposta, Wagner criticou Bassuma, que o acusou de permitir que R$ 1 bilhão anuais fossem perdidos no que chamou de “ralo da corrupção”. O governador ressaltou que o deputado federal, como parte da obrigação de seu mandato, deveria encaminhar denúncias como as que repetia ao Ministério Público, mas que o documento de denúncias que citava tratava-se apenas de um “livro genérico”. Inconformado com a concessão, o candidato verde ironizou as regras da emissora. “Se quiserem dar direito de resposta , podem dar. Nós vamos continuar dizendo a verdade aqui”.

Já Mendes mereceu do postulante à reeleição uma advertência sobre responsabilidade que foi até mesmo ressaltada pelo mediador do debate, o jornalista William Waack. Wagner respondeu às acusações de seu adversário desafiando-o a levar qualquer denúncia ao Ministério Público Estadual para apuração. Sobre a atuação de James Correia, o governador disse que sua atribuição de governo é apenas fazer com que haja um ambiente mais favorável de negociação entre empresários e o Estado, e não favorecimento ou montagem de esquemas, conforme denunciou o pessolista.

Até mesmo o próprio Marcos Mendes teve um direito de resposta concedido a si após ter sido chamado de “parlapatão” por Geddel Vieira Lima. Surpreso, o geólogo declarou, após acusação do ex-ministro da Integração Nacional de que faria máfia de influência contra empresários do ramos da construção civil em Salvador, que a obrigação da ONG da qual participa é exatamente denunciar abusos ambientais que os grandes grupos supostamente encabeçariam, em especial na área da Avenida Paralela.

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