Empatados na corrida eleitoral, segundo as principais pesquisas, o tucano e a petista serão sabatinados por empresários

Empatados na corrida eleitoral, segundo os principais institutos de pesquisa, o tucano José Serra e a petista Dilma Rousseff serão sabatinados hoje por empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. A candidata do PV, Marina Silva, também estará presente. Serra e Dilma, segundo expectativa dos empresários, devem defender uma política industrial ativa, enquanto a pré-candidata do Partido Verde deve levantar a bandeira da economia de baixo carbono. 

O tucano e a petista também devem comparar as gestões dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso no setor. Serra já disse que o regime para a indústria automotiva adotado na gestão tucana foi a "principal medida de política industrial nos últimos 25 anos". Já Dilma deve dizer que a política industrial só foi levada à sério no governo Lula e, no bolso, deve carregar os números do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o setor. 

Marina, em contrapartida, deve vender a principal proposta de um eventual governo dela na área econômica: a economia sustentável, que nas palavras dela significa "gerar emprego sem destruir a floresta". Esta será a terceira sabatina que os três pré-candidatos participam juntos este mês. 

Mais uma vez, para driblar a lei eleitoral, o formato do debate não permite que um inquira o outro. Um por vez (a ordem será definida por sorteio) será questionado por um grupo de empresários convidados pela CNI. Os temas abordarão 12 questões consideradas prioritárias pela confederação, como tributação e gastos públicos, relações do trabalho, educação e meio ambiente. 

Os 12 temas fazem parte do documento A Indústria e o Brasil - Uma agenda para Crescer Mais e Melhor, entregue aos presidenciáveis na quinta-feira. A principal meta proposta pela CNI no documento é que o Brasil dobre a renda per capita em 15 anos, mantendo, para isso, os índices de crescimento a 5,5% ao ano. Segundo o texto, se o País mantiver os índices de crescimento atual, só será possível dobrar a renda per capita em 21 anos.

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