Dilma se diz 'mãe' do Luz para Todos e ataca PSDB

A candidata do PT disse ter uma "relação maternal" com o programa lançado quando ela era ministra Minas e Energia

Agência Estado |

Chamada de mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, se autointitulou também como mãe do Luz para Todos, programa do governo federal criado em 2003 com a intenção de levar energia elétrica para áreas rurais do País. "Eu tenho com o Luz para Todos uma relação maternal".

"Fui a primeira mãe do Luz para Todos, lançado quando eu era ministra das Minas e Energia", afirmou, em entrevista concedida hoje à Rádio Paiquerê FM, de Londrina (PR). Ela afirmou que, se eleita, pretende manter o programa. "É um programa bendito e vai continuar até que tenha atendido a todos que ainda vivem no passado, no século 19."

A ex-ministra partiu para o ataque contra seu principal adversário, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. Sobre a promessa de Serra de duplicar o número de famílias atendidas pelo programa Bolsa Família, Dilma declarou: "Sobre essa história de que vão dobrar o Bolsa Família, vamos ter que criar uma vacina contra isso para perceber que eles não vão", disse, citando que o programa era criticado pela oposição por ser "assistencialista". "Há uma diferença entre falar e fazer. Meu adversário reduziu programas sociais em São Paulo, e, quando isso começou a ser denunciado, eles ampliaram um pouco", afirmou.

Dilma também comparou a geração de empregos durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Em seis meses, geramos 1.473.320 empregos formais com carteira assinada. Eles geraram isso em um ano, e em um único ano. Nos outros eles reduziram o emprego e houve momentos de desemprego acelerado", afirmou, citando o resultado do primeiro semestre. A ex-ministra comparou também a atuação de Lula e de FHC durante o enfrentamento de crises internacionais. "Quando a crise chegou, tínhamos US$ 240 bilhões em reservas para aguentar o tranco. No passado, com FHC, não só não tínhamos reservas como ficávamos devendo para o Fundo Monetário Internacional (FMI), que dizia o que a gente podia e não podia fazer", afirmou. "Quando eu for eleita, vou continuar a perseguir as mesmas coisas que conquistamos, a estabilidade e o crescimento econômico."

Ela ironizou o bordão da campanha de Serra, segundo o qual "o Brasil pode mais". "Quem pode criar 14 milhões de empregos e Bolsa Família para todos somos nós, porque nós fizemos. Nós quando pudemos mais, fizemos mais, e eles, quando puderam mais, sempre, no que se refere ao povo, fizeram menos", disse. Ela prometeu, porém, não discriminar nenhuma cidade caso o prefeito pertença a um partido político de oposição. "Não só me comprometo como acho que essa foi uma das grandes conquistas do governo Lula. Depois de eleito, você governa para todos, sem discriminação com partido político."

Pós-graduação

Dilma disse que o trabalho ao lado do presidente Lula foi uma espécie de "pós-graduação na administração pública". "Com Lula, tive um aprendizado muito importante: perceber que o Brasil cada vez mais só vai pra frente se todos os 190 milhões de brasileiros forem para frente. Essa visão eu já tinha, mas com Lula ficou muito mais concreta", disse. De acordo com ela, Lula, em seu governo, seria "não só um parceiro, mas um companheiro e um amigo". "Conheço Lula e seus compromissos, e isso é algo que só reforça meu governo."

A candidata ressaltou que seu governo será uma coalizão de partidos e que todos irão participar, não apenas o PT. Ela citou PMDB, PSB, PDT, PC do B, PR e PRB e disse ainda que quer contar com a participação de setores do PP e do PTB. "Fizemos um governo de coalizão, que tem o PT como um dos partidos importantes, mas que não governa só", afirmou. "O Brasil é um país muito diversificado para ser governado por um partido só, mesmo que esse partido tenha importância. Achamos que isso é mais democrático e leva em conta a diversidade regional e a pluralidade que caracteriza nosso País."

Recuperada de um câncer linfático depois de um tratamento ao longo do ano passado, Dilma disse que está "no ápice" de sua saúde. "Estou mais do que 100%, acho que cheguei a 120%."

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