Dilma retoma ataques a Serra e chama oposição de eleitoreira

Desta vez, petista criticou negociação para aumento do mínimo e projeto de colocar dois professores em sala de aula

Ricardo Galhardo, enviado a Bauru |

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, voltou a atacar a oposição e o candidato do PSDB, José Serra, no terceiro dia da campanha oficial. Dilma fez fortes críticas ao projeto de Serra de colocar dois professores na sala de aula, o salário pago pelo governo de São Paulo aos policiais, e disse que a oposição tenta fazer “política eleitoral” contra o governo ao pressionar o Congresso por aumento do salário mínimo maior do que o acordado com as centrais sindicais.

Dilma defendeu a manutenção do acordo pelo qual o reajuste mínimo é feito com base na soma da inflação com a média do crescimento do PIB nos últimos dois anos. “Não vemos porque mudarmos a regra no meio do jogo. É interessante porque quando isso significava um grande aumento nós aceitamos. Acordo é acordo. É para ser cumprido, do contrário você desequilibra as regras”, afirmou ela

Na terça-feira o Congresso aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) sem fixar o valor do reajuste salarial porque não houve acordo com as centrais (que apóiam Dilma em unanimidade) e a oposição. “A oposição que sempre foi contra aumentar o salário mínimo ficar fazendo política eleitoral para cima da gente é complicado”, disse Dilma, lembrando que o governo Lula deu aumento nominal de 70% ao salário mínimo.

A candidata do PT criticou o projeto de colocar dois professores na sala de aula, uma das bandeiras da campanha de Serra para o governo de São Paulo em 2006. “Não acho que seja a soma que vai melhorar a qualidade da educação. O que vai melhorar é a multiplicação. Ninguém vai equacionar o problema da educação dividindo. Soma dois e divide o salário. É isso?”, questionou a candidata.

Ao defender um piso nacional de salários para a polícia, Dilma também criticou os salários pagos pelo governo paulista aos policiais. “Seria de todo oportuno que tivesse um patamar mínimo porque não se pode deixar que um Estado rico como este pague o que paga para delegado”, disse ela.

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