Dilma: 'Questão das Farc é uma questão do meu adversário¿

A candidata do PT disse que não conversou sobre o tema tão citado por Serra durante encontro com o presidente da Colômbia hoje

Andréia Sadi, iG Brasília |

Agência Estado
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, encontra-se com o novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, na Embaixada da Colômbia, em Brasília
Após encontro com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santo, nesta quarta-feira, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou que a questão das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) não foi abordada na conversa. A candidata disse que a polêmica é uma questão do seu adversário José Serra (PSDB).

“Essa questão das Farc é muito mais uma questão do meu adversário do que da Colômbia. A Colômbia tem plena consciência da relação do governo Lula, o respeito do governo durante todos esses episódios. (..) Não conversamos (sobre as Farc)”, rebateu ao ser questionada sobre o suposto elo do PT com a guerrilha.

O tema foi colocado na campanha eleitoral pelo candidato a vice de Serra, Indio da Costa (DEM), que acusou o PT de ligações com as Farc e o narcotráfico. Depois de minimizar o assunto e dizer que o PT não é ligado ao narcotráfico de início, a campanha tucana passou a insistir no assunto, com novas declarações para manter a polêmica na campanha.

Dilma disse que o governo brasileiro tem a posição contrária à guerrilha e só participaria de atividade de pacificação e diálogo com as Farc a pedido da Colômbia. “Presidente Santos tem bastante consciência disso (..) As Farc não é problema do Brasil”, afirmou.

No cargo há menos de um mês, Santos escolheu o Brasil como o primeiro País a ser visitado. A ideia é intensificar as relações bilaterais a partir de uma série de acordos de parceria. Santos deve aproveitar a oportunidade para pedir o apoio de Lula, com quem se encontra hoje, no combate à guerrilha e aos grupos paramilitares que atuam em território colombiano.

A petista concedeu coletiva por alguns minutos na porta da Embaixada da Colômbia, em Brasília, mas, saiu antes de responder aos jornalistas sobre a acusação de Serra de que o acesso aos dados de Veronica, sua filha, foi feito a pedido da campanha petista.

Ao iG , a assessoria da candidata disse que foi uma “coincidência” e que Dilma não evitou responder aos jornalistas sobre a acusação. Segundo eles, os profissionais colombianos estavam “pressionando” a equipe para poder falar com Dilma e, por isso, a retiraram do local.

A petista seguiu para casa e vai a São Paulo no final da tarde, onde participa do jornal do SBT nesta noite.

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