Dilma propõe ministério para pequenas empresas

A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse que, se eleita, criará um ministério específico para as micro empresas

Agência Brasil |

A pré candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse que se for eleita, criará um ministério específico para as micro, pequenas e médias empresas. De acordo com Dilma, era intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criar esse ministério no ano passado, no entanto, o governo desistiu da empreitada por ocasião da crise financeira mundial.

“É preciso dar suporte a pequenas, médias e micro empresas e eu quero criar um ministério específico para elas. O fortalecimento dessas empresas dará mais robustez, não só ao tecido econômico, mas também ao tecido social brasileiro”, disse Dilma, ao participar de uma sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“A gente ia criar um ministério quando a crise bateu forte. Esse é um passo específico porque o problema das pequenas [empresas] é diferente. Elas dependem de um acesso mais fácil ao crédito e têm dificuldade para incorporar inovações tecnológicas. Percebemos que elas dependem mais de um arranjo produtivo local”, explicou a ex-ministra da Casa Civil.

A petista ressaltou ainda que o crescimento econômico do Brasil não pode se sustentar apenas sobre os números do PIB, mas precisa contemplar a distribuição de renda. “Sou a favor do aumento da renda per capita, mas temos que pensar que somos capazes de erradicar a pobreza no nosso país. O nosso objetivo é que no Brasil seja, no mínimo, de classe média.”

Dilma foi a primeira a falar e, depois de ouvir reclamações de empresários sobre excesso de impostos voltou a afirmar que vai priorizar uma reforma tributária no país. “Sou inteiramente favorável e assumo um compromisso com a reforma tributária. Ela permite que o Brasil dê um salto para um crescimento mais sustentável”, destacou.

A pré-candidata petista disse ainda que se for eleita, o governo continuará praticando uma política fiscal rigorosa, com meta de superávit primário de 3,3% do PIB, buscando a redução da relação dívida líquida/PIB. Ela não descartou a possibilidade de destinar mais recursos para o Fundo Soberano. “Por que não?”, questionou Dilma durante a sabatina. “A continuidade das medidas são necessárias para garantir a sustentabilidade do crescimento."

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