Dilma prevê crescimento de 5,5% ao final de possível mandato

Convidada a comentar como o Brasil poderá chegar ao posto de quinta economia mundial, a pré-candidata propôs acabar com a miséria

Reuters |

SÃO PAULO (Reuters) - Convidada a comentar como o Brasil poderá chegar ao posto de quinta economia mundial, a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse nesta segunda-feira que, ao final de um possível governo seu, em 2014, a economia apresentará crescimento de 5,5 por cento.

"Nós podemos prever, pelo menos em 2014, uma taxa em torno de 5,5 por cento de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), com investimento de 22 por cento", disse Dilma em palestra promovida pela revista Exame em que seu oponente, José Serra (PSDB), também participará.

Ela previu ainda que a partir de 2014 a economia brasileira terá condição de uma média maior de crescimento.

Dilma reiterou a política de metas de inflação, a manutenção do equilíbrio fiscal com as metas de superávit primário e a persistência do câmbio flutuante.

Ela afirmou ainda que esse tripé da economia deve convergir para um endividamento decrescente até 2014, levando a dívida pública líquida a 28 ou 30 por cento do PIB.

Previu também que a taxa de juro real deve estar em 5 ou 6 por cento daqui a quatro anos e meio e se comprometeu mais uma vez com a realização da reforma tributária, mencionando devolução de créditos da exportação e do investimento, além de redução de impostos da folha de pagamento.

A pré-candidata deixou claro, logo na abertura do discurso, o sentimento de que para o Brasil chegar a ser uma economia desenvolvida é preciso erradicar a miséria, composta pela população com renda de meio salário mínimo por mês.

Segundo a ex-ministra da Casa Civil, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tirou 24 milhões de pessoas desta situação, mas ainda restam 53 milhões de brasileiros nesta faixa.

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